Mostrando postagens com marcador Jean Arthur. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jean Arthur. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 9 de junho de 2026

Alan Ladd - Shane (1953)

Alan Ladd - Shane (1953)
O filme Os Brutos Também Amam (Shane) foi lançado em 23 de abril de 1953, dirigido por George Stevens e estrelado por Alan Ladd, Jean Arthur, Van Heflin, Brandon De Wilde, Jack Palance e Ben Johnson. Baseado no romance de Jack Schaefer, o filme conta a história de Shane, um misterioso pistoleiro que chega a uma pequena comunidade de fazendeiros no Wyoming. Procurando deixar para trás seu passado violento, ele encontra trabalho na fazenda da família Starrett e rapidamente conquista a admiração do jovem Joey Starrett. No entanto, a paz da região está ameaçada por um poderoso criador de gado que tenta expulsar os pequenos proprietários de suas terras. À medida que a tensão aumenta, Shane percebe que talvez seja impossível escapar completamente da violência que marcou sua vida. O filme combina ação, drama e reflexão moral, explorando temas como heroísmo, sacrifício e o fim do Velho Oeste. A relação entre Shane e o garoto Joey tornou-se uma das mais emocionantes do gênero. Assim, Os Brutos Também Amam transformou-se em um dos westerns mais influentes da história do cinema.

Quando foi lançado, Os Brutos Também Amam recebeu uma recepção crítica extraordinariamente positiva. O The New York Times descreveu o filme como “um western de rara beleza e profunda emoção humana”. Já o Los Angeles Times destacou que George Stevens havia elevado o gênero a um novo patamar artístico. A revista Variety elogiou a produção como “uma obra de primeira classe, combinando espetáculo visual e intensidade dramática”. Muitos críticos ficaram impressionados com a fotografia das montanhas de Wyoming, a qualidade do roteiro e a abordagem mais séria dos conflitos morais. A atuação de Alan Ladd recebeu elogios por sua contenção e elegância, enquanto o jovem Brandon De Wilde foi amplamente celebrado por sua interpretação comovente. O filme foi visto como muito mais do que um simples western de ação. A crítica reconheceu sua profundidade emocional e sua sofisticação temática. Dessa forma, o longa conquistou aclamação quase unânime.

A consagração crítica tornou-se ainda mais evidente durante a temporada de premiações. Os Brutos Também Amam recebeu seis indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor para George Stevens e Melhor Ator Coadjuvante para Brandon De Wilde e Jack Palance. O filme venceu o Oscar de Melhor Fotografia em Cores, graças ao magnífico trabalho de Loyal Griggs. Muitos críticos consideraram que a obra deveria ter conquistado ainda mais estatuetas. Publicações como The New Yorker destacaram a capacidade do filme de combinar o mito do pistoleiro solitário com uma sensibilidade humana incomum para o gênero. A figura de Shane passou a ser vista como um dos arquétipos definitivos do herói do western. Ao longo das décadas, a reputação crítica do filme apenas cresceu. Hoje ele é frequentemente incluído em listas dos maiores westerns já produzidos. Sua influência sobre gerações de cineastas é imensa.

Do ponto de vista comercial, Os Brutos Também Amam foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido pela Paramount Pictures, o filme arrecadou valores expressivos para a época e tornou-se uma das produções mais lucrativas de 1953. O público respondeu com entusiasmo à combinação de ação emocionante, personagens memoráveis e paisagens espetaculares. Alan Ladd encontrava-se no auge de sua popularidade e atraiu multidões aos cinemas. O filme também teve excelente desempenho internacional, contribuindo para ampliar o prestígio do western americano em diversos países. Relançamentos posteriores e exibições televisivas ajudaram a manter sua popularidade durante décadas. O público desenvolveu um carinho especial pelo personagem Shane e pelo emocionante desfecho da história. Assim, seu impacto comercial foi tão significativo quanto seu sucesso crítico. O filme consolidou-se como um dos grandes êxitos do gênero.

Atualmente, Os Brutos Também Amam é amplamente considerado uma obra-prima do western clássico. Muitos historiadores do cinema o apontam como um dos filmes que ajudaram a transformar o western em um gênero respeitado artisticamente. A atuação de Alan Ladd permanece como a mais célebre de sua carreira, e a imagem do pistoleiro solitário cavalgando em direção ao horizonte tornou-se um dos símbolos mais duradouros do cinema americano. O filme continua sendo estudado por sua construção visual, seus temas de redenção e sua reflexão sobre a violência. A famosa frase final de Joey — "Shane! Shane! Volte!" — permanece entre os momentos mais emocionantes da história do cinema. Críticos modernos continuam elogiando a direção de George Stevens e a profundidade emocional da narrativa. Dessa forma, sua reputação permanece extraordinária. Os Brutos Também Amam continua sendo uma referência fundamental para todo o gênero western.

Os Brutos Também Amam (Shane, Estados Unidos, 1953) Direção: George Stevens / Roteiro: A. B. Guthrie Jr., baseado no romance Shane, de Jack Schaefer / Elenco: Alan Ladd, Jean Arthur, Van Heflin, Brandon De Wilde, Jack Palance e Ben Johnson / Sinopse: Um misterioso pistoleiro tenta abandonar seu passado violento ao ajudar uma família de fazendeiros ameaçada por poderosos criadores de gado, tornando-se um herói relutante em uma comunidade do Oeste americano.

Erick Steve. 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Os Brutos Também Amam

Os Brutos Também Amam
Quando eu era garoto, ouvi certa vez meu pai dizer que o filme "Os Brutos Também Amam" (Shane - 1953) era um faroeste diferente. Aquela opinião ficou anos martelando em minha cabeça. E, quando alguns anos mais tarde, assisti ao famoso western, concordei com meu pai. O clássico, baseado no best-seller de Jack Schaefer, é um dos maiores e mais emocionantes faroestes já produzidos. E o sucesso não foi à toa. "Shane" é um faroeste realmente diferente e emocionante que foi pensado e carinhosamente engendrado em cima de valores morais raros para aquela época, como: amizade, lealdade e honra. O início do filme é de uma beleza rara, onde a natureza exuberante faz as honras da casa, desfilando, um a um, os astros do filme. O silencioso Shane (Alan Ladd) abre o clássico cavalgando, lentamente, sob as bençãos e a beleza indizível da cordilheira de Grand Tetons no Vale do Wyoming. O forasteiro, solitário e caladão, chega bem devagar ao pequeno rancho parnasiano da família Starrett, tendo como testemunha o pequeno par de olhos curiosos do pequeno Joey Starrett (Brandon De Wilde). Shane é calado e de poucas palavras - ele fala apenas o que interessa deixando sempre no ar um duvidoso passado do qual está claramente tentando esquecer. Apesar da enorme introspecção e doses cavalares de mistério, Shane só quer um pouco de água, comida e descanso, em troca de trabalho.

Aos poucos, o pistoleiro, semelhante a um diácono, vai conquistando a amizade e a confiança da família Starrett, mas principalmente do pequeno Joey que se encanta pelo forasteiro. Em pouco tempo, Shane já é quase um membro da família, ajudando o patriarca Joe Starrett (Van Heflin) nos trabalhos mais pesados, e também nas horas vagas, ajudando o pequeno Joe a atirar. O carisma e o charme do pistoleiro vão encantando Marian Starrett (Jean Arthur) esposa de Joe que aos poucos vai manifestando pelo pistoleiro, um misto de paixão, admiração e curiosidade. O diretor George Stevens conduz com maestria essa troca de olhares - e até de sentimentos - porém, sempre preservando o sentimento de honestidade e lealdade de Shane para aquela pequena família que o acolheu, mas principalmente para seu amigo, Joe Starrett. O filme jorra lirismo por todos os poros.

Todo esse céu de brigadeiro, no entanto, começa a mudar quando a família Starrett recebe a visita de Rufus Ryker (Emile Meyer) e seu bando. Rufus, que é o Barão do gado da região, tenta convencer Joe a vender suas terras e ir embora. Porém, quando percebe que Joe tornara-se amigo de um pistoleiro (Shane), ele e seu bando vão embora. A partir daí o conflito entre o Barão do gado, Rufus Ryker, e os colonos, explode. O Barão, para garantir o seu monopólio do gado e sentindo-se ameaçado por Shane, manda buscar na cidade de Cheyenne o pistoleiro frio e sanguinário, Jack Wilson (Jack Palance). Shane então, resolve despir-se de suas vestes de homem bom e de família e começa a mostrar a sua cara. Os acontecimentos e escaramuças da bandidagem, o colocará frente a frente com o seu velho conhecido e implacável Jack Wilson num duelo inesquecível. O final é emocionante e mostra toda a categoria de um diretor que, alguns anos depois, dirigiria três mitos: James Dean, Liz Taylor e Rock Hudson, no clássico, "Assim Caminha a Humanidade". E, com relação a Shane...meu pai tinha toda a razão.

Os Brutos Também Amam (Shane, EUA, 1953) Direção: George Stevens / Roteiro: A.B. Guthrie Jr, Jack Sher baseado na obra de Jack Schaefer / Elenco: Alan Ladd, Jean Arthur, Jack Palance, Van Heflin, Ben Johnson, Elisha Cook Jr., Brandon de Wilde / Sinopse: Shane (Allan Ladd) é um cowboy errante e solitário que chega num pequeno rancho e conquista a amizade dos moradores locais, incluindo uma bela jovem e um garoto.

Telmo Vilela Jr.