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terça-feira, 12 de maio de 2026

Um Dia Voltarei

Título no Brasil: Um Dia Voltarei
Título Original: Flame of Barbary Coast
Ano de Lançamento: 1945
País: Estados Unidos
Estúdio: Republic Pictures
Direção: Joseph Kane
Roteiro: Borden Chase, Prescott Chaplin
Elenco: John Wayne, Ann Dvorak, Joseph Schildkraut

Sinopse:
Em San Francisco, no crepúsculo do velho oeste, um cowboy chamado Duke Fergus (John Wayne) se apaixona por uma bela dançarina e cantora de saloon conhecida como Ann 'Flaxen' Tarry (Ann Dvorak). Só que conquistar seu coração não vai ser tão fácil pois ele terá que disputá-la contra o magnata corrupto Tito Morell (Joseph Schildkraut). Filme indicado ao Oscar nas categoria de Melhor Som e Melhor Música Original (R. Dale Butts e Morton Scott). 

Comentários:
A Segunda Guerra Mundial estava chegando ao seu final quando John Wayne decidiu voltar aos filmes de faroeste. Só que dessa vez ele optou por um roteiro bem leve, quase uma comédia romântica passada nos tempos do velho oeste. Nada de muita ação envolvida, a história se concentrava mais nessa cantora e bailarina, cujo coração era disputada por dois homens, um magnata rico e sem escrúpulos e o cowboy de Wayne, trabalhador, de bom coração, muito ético e tudo mais. O fato curioso é que o próprio Wayne escolheu a atriz que iria trabalhar nesse papel da dançarina de saloon. E ele escolheu Ann Dvorak. Os críticos da época do lançamento original do filme criticaram a escolha pois ela já tinha passado da idade certa para interpretar essa personagem. Para Wayne isso entretanto era irrelevante. Ele estava interessado mesmo em seus talentos como cantora e dançarina. E nesse aspecto a veterana realmente não deixou nada a desejar. 

Pablo Aluísio.

Quando a Mulher se Atreve

Título no Brasil: Quando a Mulher se Atreve
Título Original: In Old Oklahoma
Ano de Lançamento: 1943
País: Estados Unidos
Estúdio: Republic Pictures 
Direção: Albert S. Rogell
Roteiro: Thomson Burtis, Ethel Hill
Elenco: John Wayne, Martha Scott, Albert Dekker

Sinopse:
Em 1906, nas terras indígenas de Oklahoma, um cowboy chamado Daniel F. Somers (John Wayne) luta pelos seus direitos de arrendamento de um rancho contra um ganancioso empresário que deseja suas terras, pois há petróleo em seu subsolo. Enquanto a disputa se desenvolve, uma linda professora rouba os corações de ambos os inimigos.

Comentários:
Era para ser mais um faroeste de rotina na carreira de John Wayne, mas houve algumas mudanças interessantes. A produção decidiu filmar tudo no deserto de Utah, ao invés da Califórnia onde seus filmes anteriores tinham sido feitos. Isso trouxe uma bela fotografia ao filme como um todo. Era uma região diferente, com belas paisagens. Outras surpresas viriam. Os críticos gostaram do filme e teceram elogios e o filme acabou sendo indicado ao Oscar em duas categorias. Eram indicações bem inustiadas em se tratando de um western. Foi indicado na categoria de melhor som, pois se usou um equipamento de captação novo na época e melhor música. Acabou sendo um caso raro de filme de faroeste indicado por sua trilha sonora. Quem poderia imaginar?

Pablo Aluísio.

Fugitivos do Terror

Título no Brasil: Fugitivos do Terror
Título Original: Three Faces West
Ano de Lançamento: 1940
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Bernard Vorhaus
Roteiro: F. Hugh Herbert
Elenco: John Wayne, Sigrid Gurie, Charles Coburn, Spencer Charters

Sinopse:
O filme Three Faces West acompanha um médico austríaco refugiado que foge da Europa com sua filha após a ascensão do nazismo. Eles se estabelecem em uma comunidade agrícola nos Estados Unidos, onde tentam reconstruir suas vidas em meio às dificuldades provocadas pelas tempestades de areia do período conhecido como Dust Bowl. Enquanto a cidade enfrenta a destruição das plantações e o êxodo dos moradores, o médico passa a trabalhar ao lado de um jovem fazendeiro para ajudar a população local a sobreviver e encontrar esperança em tempos difíceis.

Comentários:
Three Faces West mistura drama social, romance e elementos de faroeste, refletindo preocupações importantes da época, como a crise dos refugiados europeus e os efeitos devastadores do Dust Bowl nos Estados Unidos. O filme também possui um tom de propaganda humanitária, defendendo a acolhida de imigrantes em um momento marcado pelo avanço do nazismo na Europa. John Wayne aparece em um papel mais dramático e menos heroico do que em muitos de seus westerns posteriores, demonstrando versatilidade em sua carreira inicial. Embora hoje seja uma obra menos conhecida, o filme é valorizado por seu contexto histórico e pela combinação incomum entre drama rural americano e questões internacionais do período pré-Segunda Guerra Mundial.

Erick Steve. 

Filmografia de John Wayne - Parte 2

Filmografia de John Wayne - Parte 2
Mais uma leva de filmes do ator John Wayne, agora na primeira metade da década de 1940, justamente os anos em que os Estados Unidos estiveram envolvidos na Segunda Grande Guerra Mundial. John Wayne não foi para as forças armadas americanas, ficando nos Estados Unidos, onde atuou em produções que ajudaram no esforço de guerra de sua nação. 

1940:
Comando Negro
Fugitivos do Terror
A Longa Viagem de Volta
A Pecadora

1941:
O Traído
O Carnaval da Vida
O Morro dos Maus Espíritos

1942:
Dama por uma Noite
Vendaval de Paixões
Indomável
Caminho Fatal
Tigres Voadores
Ódio e Paixão
Uma Aventura em Paris

1943:
Arrisca-te, Mulher!
Quando a Mulher se Atreve

1944:
Romance dos Sete Mares
Adorável Inimiga

1945:
Adorável Inimiga
Um Dia Voltarei
Espírito Indomável
Dakota
Fomos os Sacrificados

Pesquisa: Pablo Aluísio. 

terça-feira, 5 de maio de 2026

Os Filmes de Faroeste de John Wayne - Parte 17

Provavelmente o último filme de John Wayne ao velho estllo tenha sido "O Anjo e o Malvado" (Angel and the Badman, 1947). Esse western seguia a fórmula das antigas fitas que Wayne havia feito bem no começo de sua carreira. Ele próprio escolheu o roteiro, bancou o filme através de sua recém criada companhia cinematográfica e atuou na distribuição ao lado da Republic Studios, que não teria vida longa, fechando as portas em poucos anos. Na realidade o próprio Wayne dirigiu esse filme, mas por receio de ser criticado, acabou colocando o roteirista do filme como creditado na direção. Isso mostrava que ele ainda tinha uma certa insegurança de ser visto como um cineasta em Hollywood. 

Depois disso John Wayne entraria definitivamente na grande fase de sua carreira. Ele deixaria os pequenos filmes de bang-bang de lado para atuar em filmes de western que mais se pareciam com grandes épicos sobre a fundação dos Estados Unidos. Grande produções, com elencos milionários, filmes dirigidos por grandes mestres da sétima arte. Foi a era de ouro de sua carreira. 

"Sangue de Heróis" (Fort Apache, 1948) foi seu primeiro grande filme nessa nova era. Dirigido por John Ford, o elenco contava ainda com outro grande astro de Hollywood naqueles anos, o excelente Henry Fonda. O diretor Ford queria contar a história da cavalaria norte-americana na conquista do Oeste selvagem. Sua ideia inicial era construir uma série de filmes sobre esse tema e esse seria o mais bem acabado nesse seu ambicioso projeto. 

Um grande filme, de fato. Marcou época e se tornou um dos maiores sucessos cinematográficos do ano. John Wayne e Henry Fonda se deram muito bem no set de filmagens. Tanto que se pensava na época que eles iriam trabalhar juntos em outros filmes com mais frequência. Algo que infelizmente não iria acontecer. Fort Apache fez tanto sucesso que Wayne não largou mais John Ford. Ele havia encontrado o diretor que tanto procurava, desde o começo de sua carreira, nos distantes anos 1920. Seria a consolidação de uma grande parceria entre eles. E o cinema só teria a ganhar com eles trabalhando juntos! 

Pablo Aluísio. 

terça-feira, 7 de abril de 2026

Caminho Fatal

Título no Brasil: Caminho Fatal
Título Original: In Old California
Ano de Lançamento: 1942
País: Estados Unidos
Estúdio: Republic Pictures
Direção: William C. McGann
Roteiro: Gertrude Purcell, Frances Hyland
Elenco: John Wayne, Binnie Barnes, Albert Dekker, Helen Parrish, Patsy Kelly, Edgar Kennedy

Sinopse:
Durante a corrida do ouro na Califórnia, no século XIX, um farmacêutico de Boston chamado Tom Craig (Wayne), chega a Sacramento para começar uma nova vida, mas logo enfrenta problemas. Ele entra em conflito com o chefe político local Britt Dawson, que exige pagamento de proteção dos cidadãos. No fundo essa seria uma extorsão em cima de comerciantes locais. 

Comentários:
Antes de qualquer coisa eu não gosto desse título nacional. Muito ruim e genérico. O título original do filme é mais adequado ao que se vê na tela pois esse filme se propõe a contar um pouco sobre a vida dos primeiros  pioneiros a chegarem na Califórnia, na velha Califórnia, durante a corrida do ouro nas montanhas daquele estado norte-americano. Um bom drama faroeste da Republic que inclusive chegou a arrancar elogios dos críticos mais ácidos da época. Um deles chegou a ironizar em seu texto dizendo que sim, John Wayne podia atuar! Dizem que o velho Duke levou aquela crítica como um insulto pessoal! Não tiro suas razões. Mas enfim, eis aqui um western até diferente na filmografia de John Wayne a começar pelo roteiro, que foi escrito por duas mulheres! O mais machista de todos os gêneros cinematográficos finalmente se rendia ao talento dessas damas escritoras. Nada mal. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Os Filmes de Faroeste de John Wayne - Parte 16

Os Filmes de Faroeste de John Wayne - Parte 16
Em 1942 o mundo estava em guerra. O ataque japonês ao porto norte-americano de Pearl Harbor colocou os Estados Unidos no conflito. Vários atores e diretores entraram nas forças armadas, mas curiosamente John Wayne não conseguiu entrar para o exército. Além da idade, havia problemas de saúde com o já veterano Wayne. Isso iria de certa forma manchar um pouco sua fama de grande patriota, mas Wayne percebeu que sua carreira iria se tornar gloriosa a partir daquele momento. Sem a concorrência dos grandes astros, excelentes roteiros lhe foram oferecidos. O tempo de filmes B tinha ficado para trás. 

Embora estivesse em busca de filmes de guerra, outro gênero ao qual iria se dedicar naqueles anos, John Wayne não pretendia negligenciar seus filmes de faroeste, ainda que isso tenha realmente acontecido. Afinal havia sido eles que lhe trouxeram fama e sucesso no cinema. Por isso ainda em 1942 ele voltou a vestir a velha vestimenta de cowboy, subiu em um cavalo e estrelou o filme "Caminho Fatal". Com direção de William C. McGann, esse era um western tradicional, como nos velhos tempos. No filme Wayne interpretava um sujeito que se mudava de Boston para uma cidade no velho oeste, bem no meio da corrida ao ouro. Em tempos de violência, ele iria aprender rapidamente as regras do jogo naquele lugar distante da civilização. 

O mais interessante de tudo é que ele daria um tempo depois dessa produção nos filmes de faroeste. Na realidade ficaria dois anos afastado do gênero, justamente os anos da guerra. Nesse período, como era de se esperar, ele atuou em filmes com temáticas militares para levantar a moral dos soldados americanos que lutavam na Europa e no Pacífico. Seu maior sucesso nessa fase foi "Tigres Voadores" sobre uma esquadrilha de bravos pilotos americanos lutando na guerra. Se ele não podia lutar a guerra real, iria se dedicar, pelo menos por um tempo, em ser um modelo de herói dos filmes que estavam passando nos cinemas. Deu certo e todos essas produções foram bem nas bilheterias. 

Ele só retornaria mesmo ao velho estilo em 1945, no mesmo ano em que a guerra chegou ao seu final. John Wayne atendia assim aos inúmeros pedidos de fãs que chegavam todos os dias no estúdio. Ele estava de volta ao mundo do velho oeste. O filme que marcou seu retorno era intitulado "Dakota", justamente o nome de um estado do meio-oeste dos Estados Unidos. A história do filme se passava em 1871, onde empresários nortistas desonestos lutavam contra fazendeiros de trigo da região de Dakota, com o objetivo de aproveitar o desenvolvimento trazido pela nova ferrovia inaugurada na região. Tudo para controlar a cidade de Fargo, considerada a mais rica daquele estado. Esse sem dúvida foi um bom filme de sua carreira naquele período. 

Pablo Aluísio. 

quinta-feira, 5 de março de 2026

O Morro dos Maus Espíritos

Título no Brasil: O Morro dos Maus Espíritos
Título Original: The Shepherd of the Hills
Ano de Lançamento: 1941
País: Estados Unidos
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Henry Hathaway
Roteiro: Harold Bell Wright, Grover Jones
Elenco: John Wayne, Betty Field, Harry Carey, Beulah Bondi, James Barton, Samuel S. Hinds

Sinopse:
Western dramático mostrando os dramas e lutas de uma família de pioneiros que vivem nas colinas do Missouri durante a colonização do velho oeste dos Estados Unidos. Um estranho misterioso, mas agradável, chega nessa região e faz amizade com uma jovem do interior, que não se sente bem com seu noivo que jurou encontrar e matar seu próprio pai.

Comentários:
John Wayne começou a fazer sua carreira estrelando filmes menores de faroeste para as matinês. Eram filmes bem simples, com produções modestas. Esse aqui é um faroeste muito mais ambicioso, elegante e melodramático. Uma maneira de fazer grande cinema, como se dizia na época. Mostra a vida de pioneiros vivendo nas colinas, criando ovelhas e pequenos rebanhos e seus dramas da vida social. John Wayne é o jovem impetuoso e cabeça quente. Um homem que deseja se casar e começar seu próprio rancho, ter sua vida, só que ele precisa antes superar muitos problemas do passado, inclusive traumas familiares. Como se pode perceber, é um personagem com complexidade psicológica, nada a ver com os pistoleiros e cowboys superficiais de seus primeiros filmes. Enfim, eis aqui um dos primeiros grandes filmes da carreira de John Wayne. Com preciosa direção do cineasta Henry Hathaway, esse é sem sombra de dúvidas um clássico do western norte-americano. 

Pablo Aluísio.


segunda-feira, 2 de março de 2026

Os Filmes de Faroeste de John Wayne - Parte 15

A década de 1940 começou, o mundo estava em guerra, mas John Wayne não conseguiu se alistar para lutar na Europa, como muitos de seus colegas atores. Embora existam muitas versões diferentes sobre isso, o mais plausível talvez seja o fator idade. Ele já não tinha a idade certa para entrar nas forças armadas. Ao ficar nos Estados Unidos, o ator acabou tendo acesso a filmes que normalmente não faria, pois os estúdios dariam esses papéis para outros atores. De certa forma foi um lance de sorte em sua carreira, algo que mudaria seu status em Hollywood dali em diante. Exemplos dessa mudança de ares pode ser vista em seus filmes seguintes. 

"O Morro dos Maus Espíritos" era um western muito requintado. Nada parecido com os filmes de faroeste B que o ator vinha aparecendo desde o começo de sua trajetória como ator em Hollywood. A produção era classe A, realmente contando com um roteiro muito bem elaborado, baseado em um best-seller da época. A história tinha um ótimo argumento, lidando com conflitos familiares e a chegada de um estranho misterioso que poderia trazer segredos do passado que deveriam ser esquecidos. Na época o próprio John Wayne declarou que aquele havia sido o melhor personagem de sua carreira. 

Enquanto a segunda guerra mundial devastava a Europa, as coisas só melhoravam para o "Duke" nos Estados Unidos. Os roteiros que eram oferecidos a ele eram primorosos, afinal os estúdios ficaram sem seus principais astros como James Stewart e Clark Gable, pois ambos entraram no esforço de guerra. Até mesmo os que não vestiram farda foram se apresentar no exterior para as tropas americanas que lutavam no front europeu e do Pacífico Sul. 

"Vendaval de Paixões" foi outro grande sucesso de bilheteria de John Wayne. O papel tinha sido preparado para contar com Clark Gable no elenco, mas como ele estava na guerra, o único nome capaz de fazer frente em termos de chamariz de público era justamente o de John Wayne. Com uma produção de encher os olhos, assinada pelo lendário Cecil B. DeMille, Wayne arrancou elogios da crítica e aclamação do público que adorou esse épico romântico ao velho estilo. Cecil B. DeMille, que também dirigiu o filme, disse aos jornais da época que John Wayne iria se tornar o maior nome de Hollywood e conforme os anos foram passando suas previsões se tornaram realmente certeiras. No dez anos seguintes ele realmente se tornaria o mais popular astro do cinema americano. 

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Comando Negro

Título no Brasil: Comando Negro
Título Original: Dark Command
Ano de Produção: 1940
País: Estados Unidos
Estúdio:  Republic Pictures
Direção: Raoul Walsh
Roteiro: Grover Jones, Lionel Houser
Elenco: John Wayne, Claire Trevor, Walter Pidgeon, George 'Gabby' Hayes, Porter Hall, Raymond Walburn

Sinopse:
Na véspera da eclosão da guerra civil americana, o texano Bob Seton (John Wayne) chega na pequena cidadezinha de Lawrence, Kansas. Ele pensa em viver por lá, só que seus planos são ameaçados por William 'Will' Cantrell (Walter Pidgeon), um ambicioso e fanático militante da causa sulista na região. Não demora muito e ele começa a impor o terror para toda a população local.

Comentários:
Hoje em dia esse western é pouco lembrado. Entretanto foi um dos grandes sucessos da carreira de John Wayne. Tanto do ponto de vista do público, como também da crítica. Foi produzido pelo lendário produtor Sol C. Siegel, que fez fortuna e fama em Hollywood, sendo conhecido pelo extremo capricho que trazia para seus filmes. A direção também foi excelente, caindo nas mãos do mestre Raoul Walsh. Tantos talentos fizeram com que o filme fosse indicado em duas categorias do Oscar, concorrendo como melhor direção de arte (realmente o filme tem um estilo e visual belíssimo) e melhor música original (a cargo do maestro Victor Young, consagrado pelos maravilhosos temas que compôs para filmes em Hollywood). O roteiro também conseguiu mesclar com rara inspiração personagens históricos reais (como Cantrell e seu bando de renegados) com personagens de pura ficção (como no caso do ranchero interpretado por John Wayne). Em suma, um dos grandes clássicos da Republic, um estúdio que marcou época na Hollywood em sua fase de ouro.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Os Filmes de Faroeste de John Wayne - Parte 14

Vamos em frente. O filme intitulado "O Rei do Rio Pecos" foi lançado em 1936, com direção do cineasta Joseph Kane. Nesse filme John Wayne interpreta um personagem chamado  John Clayborn. No passado seus pais foram mortos por um barão do gado, um sujeito muito rico, mas totalmente inescrupuloso. O tempo passa e Clayborn se forma em direito, se tornando advogado. A partir desse ponto ele tentará trazer justiça para a região, levando ao tribunal o homem que matou seus pais. Só que naquela terra sem lei isso vai ser mais do que complicado de se realizar. Só sobrará mesmo o caminho da justiça pelas próprias mãos.

O filme seguinte de John Wayne ganhou um título nacional que hoje em dia soa mais do que divertido. A produção por aqui, no Brasil, recebeu o título nacional de "Limpando a Zona" (do original " The Lonely Trail"). Só rindo não é mesmo? Mas qual éra a história dessa antiga película do Duke? John Wayne interpreta um sujeito, um cowboy, que é contratado para livrar uma região de bandoleiros e encrenqueiros em geral. Gente perversa, bandidos de modo geral. O serviço vai ser trabalhoso, mas ele acaba dando conta do recado.

Depois de limpar a zona, John Wayne não parou e foi trabalhar no filme seguinte. Ele trabalhava sem parar nessa época. Jovem e disposto, saía de um filme e entrava no próximo, sem pausa para descansar. Seu filme seguinte ganhou um título forte no Brasil, se chamando simplesmente "Tenacidade" (Winds of the Wasteland). Ele aqui interpreta um astuto empresário no velho oeste que tenta ficar rico com a chegada do telégrafo. Um filme interessante, um pouco fora do comum do que ela fazia nessa fase de sua carreira.

"Sentinelas do Mar" (Sea Spoilers) também mudava os ares, os cenários dos filmes de Wayne. Aqui ele deixava de ser um cowboy para se tornar um valente marinheiro dos sete mares. Ele acaba se envolvendo em um crime quando chega em um navio e encontra um homem morto dentro dele. Quem teria matado aquele homem desconhecido? Para complicar ainda mais o mistério, tudo levaria a crer que sua própria garota estaria envolvida naquele crime. Um filme bem diferente de John Wayne.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Os Filmes de Faroeste de John Wayne - Parte 13

O faroeste "Terras Virgens" (The New Frontier) explorava em seu roteiro uma questão interessante na colonização do oeste. O governo dos Estados Unidos doava terras para colonização do homem branco. Quem chegasse primeiro nessas propriedades rurais e conseguisse se firmar, construindo uma casa de madeira, construindo currais para criação de gado, ganhava a propriedade definitiva dessas terras inexploradas. Uma forma de afastar os índios, assumindo a posse dessas regiões. A direção desse filme ficou a cargo de Carl Pierson.

O filme seguinte "País sem Leis" (Lawless Range) era outro western, só que nesse a linha ia mais para a investigação e o mistério. Um rancheiro desaparecia de sua propriedade rural sem deixar rastros. O que teria acontecido? John Wayne interpretava o homem da lei que iria investigar o caso, procurando por pistas, investigando o que provavelmente seria um assassinato. O motivo? Simples, tomar as terras do homem desaparecido. Esse foi outro western de matinê dirigido pelo velho Robert N. Bradbury, um dos diretores que mais trabalharam ao lado de Wayne nessa fase de sua carreira.

O primeiro filme de John Wayne em 1936 foi "O Regimento Sinistro" dirigido por Scott Pembroke na Republic Pictures (companhia cinematográfica que marcou época em Hollywood, mas que já não existe mais há muitas décadas). Aqui um capitão do exército americano interpretado por Wayne vai atrás do paradeiro de seu pai que havia desaparecido misteriosamente. Como se pode perceber há uma certa semelhança com o enredo do filme anterior. Na foto da postagem temos o poster do filme, um item raro nos dias de hoje, peça de colecionador. 

"Ordem a Bala" foi o filme seguinte de Wayne. Nesse filme John Wayne interpreta um agente federal que viaja até o território do Wyoming. Vai haver uma votação para transformar aquela região em um estado da União e as coisas andam tensas. Os que não querem isso planejam atos terroristas como a explosão de dinamite em pontos de votação. Quem dirigiu esse western foi Joseph Kane. Foi mais um filme produzido pela Republic Pictures.

Pablo Aluísio.

O Pistoleiro do Wyoming

Título no Brasil: O Pistoleiro do Wyoming
Título Original: Wyoming Outlaw
Ano de Produção: 1939
País: Estados Unidos
Estúdio: Republic Pictures
Direção: George Sherman
Roteiro: Jack Natteford, Betty Burbridge
Elenco: John Wayne, Don 'Red' Barry, Ray Corrigan, Raymond Hatton

Sinopse:
Will Parker (Don 'Red' Barry) é um rancheiro do Wyoming que devido ao hostil clima da região acaba perdendo toda a sua safra. Desesperado para alimentar seus familiares ele se une a um bando de ladrões de gado. Após um confronto é capturado e preso mas ele não se dá por vencido e foge da prisão, começando uma verdadeira caçada para capturá-lo. Roteiro levemente inspirado em fatos reais.

Comentários:
Filme da Republic Pictures que conta em seu elenco com o famoso John Wayne. Infelizmente os fãs do Duke não precisam ficar muito eufóricos pois o filme não gira em torno do mais famoso cowboy da sétima arte. Na verdade seu personagem, Stony Brooke, é bem secundário. Quem for assistir a esse filme pensando em Wayne certamente se decepcionará por essa razão. No geral é um filme B, feito especialmente para matinês, muito curtinho e rápido que vai direto ao ponto. É um bangue-bangue tradicional, sem maiores surpresas. O roteiro ainda ensaia um pouco mais de capricho no que diz respeito ao personagem principal, um rancheiro que entra para o mundo do crime por necessidade, mas não vai muito adiante em relação a isso. Wayne surge com um figurino que lembra bastante o ídolo Tom Mix, com um enorme chapéu branco, além de roupas claras, impecáveis para quem vive no velho oeste americano. Enfim, coisas de Hollywood da época. Em suma, um faroeste da velha escola que mesmo sendo de rotina segue sendo lembrado por causa da presença do imortal John Wayne.

Pablo Aluísio.

Os Filmes de Faroeste de John Wayne - Parte 12

O filme "Paraíso dos Falsários" (Paradise Canyon) foi dirigido pelo cineasta Carl Pierson. Johw Wayne aqui contracenou com um elenco muito bom, com destaque para as participações de Marion Burns e Reed Howes. Realizado pelo produtor Paul Malvern, o filme era tipicamente uma produção para as matinês de sábado, com uma curta duração de apenas 57 minutos! Um bangue-bangue rápido, voltado principalmente para os mais jovens e crianças.

A sinopse era bem simples: Um agente secreto do governo era enviado para prender uma gangue de falsificadores que operavam perto da fronteira mexicana. John Wayne interpretava esse agente especial chamado John Wyatt. Porém para não ser descoberto pelos bandidos ele chegava na distante cidade de fronteira usando o nome falso de John Rogers. No começo das filmagens ocorreu um fato engraçado. O roteirista queria usar o nome de John Wayne no próprio filme. Seria o nome usado do agente para despistar os falsificadores. Só que Wayne achou a ideia realmente péssima e mandou ele procurar por outro nome. "Essa é uma ideia estúpida!" - Disse o velho cowboy para o pobre roteirista. Ficou John Rogers mesmo.

No filme seguinte John Wayne voltou a trabalhar com o diretor Robert N. Bradbury. Nessa fase de sua carreira esse cineasta foi quem mais dirigiu Wayne em seus faroestes. É curioso que depois que Wayne foi para a Paramount e outros grandes estúdios de Hollywood trabalhar em filmes mais bem elaborados, ele não tenha pensado em levar esse velho parceiro, dos velhos tempos, para dirigir algum de seus novos filmes. De uma maneira ou outra eles trabalharam juntos com frequência - e trabalharam bem, produzindo bons filmes de matinês.

Essa nova produção se chamava "Da Derrota à Vitória" (Westward Ho). John Wayne interpretou basicamente o mesmo personagem do filme anterior, chamado John Wyatt. Só que agora seu objetivo era a vingança. No passado seu pai foi morto por criminosos. E seu irmão foi levado como réfem. Décadas depois Wayne reencontra seu irmão, agora já um homem adulto, em um trem rumo ao oeste. O problema é que ele não tem mais memórias do passado e está agora trabalhando ao lado dos mesmos bandidos que  mataram seu pai. Com bom roteiro esse foi um dos faroestes mais interessantes dessa época na filmografia de John Wayne.

Pablo Aluísio.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

No Tempo das Diligências

No Tempo das Diligências
Esse foi o primeiro grande sucesso comercial e de crítica que uniu dois dos maiores mitos dos filmes de faroeste: John Wayne e John Ford. Partindo de uma premissa até simples o roteiro consegue desenvolver extremamente bem todos os personagens mostrando que um grande filme não precisa necessariamente ter um argumento complexo ou complicado, pelo contrário. O enredo, olhando sob esse ponto de vista, é extremamente eficiente: uma diligência com sete passageiros resolve enfrentar uma viagem das mais perigosas, atravessando um território hostil dominado pelo bando Apache liderado pelo famoso chefe Gerônimo. De forma muito talentosa John Ford desenvolve cada passageiro da melhor forma possível. E cada um deles é um retrato de tipos que fizeram parte da colonização rumo ao velho oeste. Estão lá o médico Alcoólatra interpretado por Thomas Mitchell (vencedor do Oscar de melhor ator coadjuvante por seu desempenho), a prostituta Dallas (Claire Trevor) banida da cidade por motivos óbvios pela liga da moralidade, o jogador trapaceiro Hatfield (John Carradine), o Xerife Curley (George Bancroft) e finalmente o pistoleiro foragido, às do gatilho, que é procurado pela lei, o famoso Ringo Kid (John Wayne). Todos representando tipos comuns do oeste americano. 

O filme também tem todas as características que criaram a fama do cinema de John Ford. A produção foi rodada no cenário mais famoso de sua filmografia, o Monument Valley. Foi a primeira vez que Ford filmou no local e ficou tão fascinado pelo resultado na tela que resolveu voltar lá inúmeras vezes nos anos seguintes, como por exemplo, em "Paixão dos Fortes", "Sangue de Heróis", "Legião Invencível", "Caravana de Bravos", "Rio Bravo", "Rastros de Ódio", "Audazes e Malditos" a até mesmo em seu último faroeste, "Crepúsculo de Uma Raça". O personagem Ringo Kid foi escrito para ser estrelado inicialmente pelo ator Gary Cooper. Já a prostituta Dallas foi criada para ser interpretada pela famosa atriz Marlene Dietrich.

Curiosamente ambos foram descartados do projeto por não terem acertado um cachê adequado ao orçamento do filme. Ford assim escalou John Wayne e Claire Trevor para os personagens, algo que consideraria anos depois um grande acerto pois os dois estão muito bem em cena. Também visando economizar o diretor acabou contratando índios Navajos para a formação do bando Apache de Gerônimo. Tantas economias e cortes de custo acabou virando uma marca registrada da produção que apesar de ser bem simples e direta também é muito eficiente e marcante. Hoje "No Tempo das Diligências" é considerado um dos grandes clássicos do gênero western, de forma muito merecida aliás.

No Tempo das Diligências (Stagecoach, Estados Unidos, 1939) Direção: John Ford / Roteiro: Ernest Haycox, Dudley Nichols / Elenco: John Wayne, Claire Trevor, Andy Devine, John Carradine, George Bancroft / Sinopse: Diligência com sete passageiros tenta atravessar uma região dominada pelo violento e hostil bando do famoso chefe Gerônimo. Vencedor do Oscar nas categorias de melhor ator coadjuvante (Thomas Mitchell) e melhor canção. Indicado ao Oscar nas categorias de melhor filme, diretor, direção de arte (Alexander Toluboff), fotografia em preto e branco (Bert Glennon) e Edição (Otho Lovering e Dorothy Spencer). Vencedor do prêmio de melhor direção (John Ford) pela associação dos críticos de cinema de Nova Iorque.

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Os Filmes de Faroeste de John Wayne - Parte 11

"Terror no Texas" (Texas Terror) foi dirigido por Robert N. Bradbury, um cineasta que por essa época era o que mais trabalhava ao lado de John Wayne. Acontece que o ator estava sob contrato com a produtora cinematográfica Paul Malvern Productions, especializada em filmes de bang-bang produzidos para as matinês de sábado. Nesse "faroeste rápido" John Wayne voltava a interpretar um xerife chamado John Higgins. Ele se sentia culpado após a morte de uma amiga. E por isso resolvia entregar sua estrela de homem da lei. Só que precisava voltar à ativa após a irmã dessa mesma amiga ser ameaçada por bandoleiros.

Outro bom filme desse ano (estamos falando de 1935) é o western intitulado "Uma Trilha no Deserto" (The Desert Trail). John Wayne nessa produção interpretou um herói dos rodeios, um sujeito chamado John Scott. Ele deixa os festivais de montaria para ajudar um amigo, agora acusado injustamente de ter matado um homem. O roteiro (assinado por Lindsley Parsons) era na média das produções de matinê. Mais um filme feito a toque de caixa pela mesma Paul Malvern Productions, só que dessa vez com um novo diretor comandando tudo, Lewis D. Collins (aqui sendo creditado como Cullen Lewis, um pseudônimo).

Seu primeiro filme no ano de 1936 foi "A Difícil Vingança" (The Dawn Rider). Usando um figurino que lembrava muito Tom Mix, com aquele típico e enorme chapéu branco, Wayne voltava ao velho oeste. De fato, ele foi provavelmente um dos atores que mais trabalharam nesse gênero cinematográfico ao longo da história pois nessa época fazia filmes em ritmo industrial, um atrás do outro. Mal saía de um set de filmagens e já se apresentava no dia seguinte para mais um faroeste de matinê.

Pois bem, nesse filme um velho tema voltava à tela. O Duke, ainda bem jovem, interpretava um personagem chamado John Mason. Bom rapaz, rápido no gatilho, honesto e trabalhador, sentia a injustiça de ver se pai ser morto por malfeitores na rua da pequena cidade onde morava. Assim decidia realizar a justiça pelas próprias mãos. O tema da vingança envolvendo familiares era muito comum na época e perdurou por anos em filmes de western, sendo copiado à exaustão até mesmo por filmes italianos (o conhecido, amado e odiado, western spaghetti).

Pablo Aluísio.

domingo, 5 de outubro de 2025

Filmografia de John Wayne - Parte 1

Filmografia de John Wayne - Parte 1
John Wayne começou sua carreira na segunda metade da década de 1920, ainda sem destaque, muitas vezes como figurante não creditado. Seu primeiro papel creditado viria apenas em 1930 com A Grande Jornada (The Big Trail). Na década de 1920, Wayne apareceu apenas como figurante em algumas produções. Eis a lista conhecida:

Filmes de John Wayne na década de 1920

1926: 
Mocidade Esportiva
O Cavalheiro dos Amores
A Grande Emboscada

1927:
The Draw Black
Annie Laurie
Minha Mãe
Trunfo às Avessas
Spring Stars

1928: 
Quatro Filhos
A Home-Made Man
O Homem que Riu
Justiça do Amor
A Arca de Noé

1929:
Speakeasy
A Guarda Negra
Letra e Música
Em Continência
Gol! Gol!

Década de 1930:

1930:
Homens Sem Mulheres 
Galanteador Audaz
Romance das Selvas 
Cheer Up and Smile 
A Grande Jornada 

1931:
Meninas Precisam de Excitação 
Três Garotas Perdidas 
Assim São os Homens
Estância em Guerra 
O Sedutor 

1932:
Águia de Prata 
Cavaleiro do Texas 
A Lei da Coragem 
Homem de Peso 
O Expresso da Aventura 
Pena de Talião 
A Grande Estirada 


1933:
Ouro Mal Assombrado 
Na Trilha do Telégrafo
Os Três Mosqueteiros
Atração dos Ares
Na Terra de Ninguém
Viver na Morte
A Secretária Particular
Serpente de Luxo
Na Pista do Traidor
Justiça Selvagem

1934:
Sorte de Verdade
Armando o Laço
A Lei do Gatilho
O Torneio da Morte
A Ferro e Fogo
Sombra de Sangue
Para Lá da Estrada
Fronteira Sem Lei
Sob o Sol do Arizona

1935:
Terror no Texas
Rainbow Valley
Uma Trilha do Deserto
A Díficil Vingança
O Vale do Paraíso
Da Derrota à Vitória
Terras Virgens
País Sem Leis

1936:
O Regimento Sinistro
Ordem a Bala
O Rei do Rio Pecos
Limpando a Zona
Tenacidade
Sentinelas do Mar
Conflitos

1937:
Pequeno Inferno
Em Plena Batalha
Ídolo da Torcida
Aventuras Marítimas
Trunfos na Mesa

1938:
Forlas e Facas
A Renda de Sangue

1939:
No Tempo das Diligências
Os Três Camaradas
Três Cavaleiros do Texas
O Bandoleiro Inocente
A Nova Fronteira
O Primeiro Rebelde
O Pistoleiro do Wyoming

Obs: Os filme em negrito possuem review em nosso blog Cine Western (Pablo Aluísio).

Pablo Aluísio. 

sábado, 4 de outubro de 2025

John Wayne (1907–1979)

Aqui está uma linha do tempo resumida da carreira de John Wayne, destacando seus principais marcos, filmes e prêmios:

🕰️ Linha do Tempo – John Wayne (1907–1979)

1907 – Nascimento

  • Nasce em 26 de maio de 1907, em Winterset, Iowa (EUA), com o nome Marion Robert Morrison.

  • Ganha o apelido “Duke” (Duque), que o acompanharia por toda a vida.


Década de 1920 – Início no cinema

  • Trabalha como figurante e assistente de estúdio na Fox Film.

  • Começa a aparecer em pequenos papéis, principalmente em filmes mudos.


1930 – Primeira grande chance

  • O diretor Raoul Walsh lhe dá o primeiro papel principal em A Grande Jornada (The Big Trail, 1930)*.

  • O filme fracassa nas bilheteiras, mas marca sua estreia como protagonista.


Década de 1930 – Anos de aprendizado

  • Atua em dezenas de western B, filmes de baixo orçamento que moldam sua imagem de herói do oeste.


1939 – O sucesso chega

  • Estoura com o clássico “No Tempo das Diligências” (Stagecoach), dirigido por John Ford.

  • Torna-se uma grande estrela de Hollywood.


Década de 1940 – Consolidação

  • Atua em sucessos como:

    • Rastros de Sangue (The Shepherd of the Hills, 1941)

    • Fort Apache (1948)

    • Rio Bravo (1948)

  • Participa de filmes de guerra durante e após a Segunda Guerra Mundial, reforçando sua imagem patriótica.


Década de 1950 – O auge

  • Trabalha em grandes produções de John Ford:

    • Rio Grande (1950)

    • Depois do Vendaval (The Quiet Man, 1952)

    • Rastros de Ódio (The Searchers, 1956)* – considerado seu melhor desempenho dramático.

  • Torna-se o ator mais popular dos Estados Unidos por vários anos seguidos.


Década de 1960 – Estrela madura

  • Atua em Alamo (1960), que também dirige e produz.

  • Outros sucessos: Hatari! (1962), Os Comancheros (1961) e Os Filhos de Katie Elder (1965).

  • Em 1969, ganha o Oscar de Melhor Ator por Bravura Indômita (True Grit)*.


Década de 1970 – Últimos trabalhos

  • Continua ativo, mesmo enfrentando sérios problemas de saúde.

  • Destaques: O Último Pistoleiro (The Shootist, 1976)* – seu último filme, onde interpreta um pistoleiro moribundo, em uma clara metáfora de sua própria condição.


1979 – Morte

  • Falece em 11 de junho de 1979, em Los Angeles, vítima de câncer.


1980 – Homenagem póstuma

  • Recebe a Medalha de Ouro do Congresso dos EUA por sua contribuição ao cinema e à cultura americana.


🎬 Legado

  • Mais de 170 filmes ao longo de 50 anos de carreira.

  • Símbolo máximo do western clássico.

  • Figura associada à coragem, honra e patriotismo.

  • Ícone cultural que influenciou gerações de atores e cineastas.


sexta-feira, 3 de outubro de 2025

A morte de John Wayne

John Wayne, nascido Marion Robert Morrison em 1907, foi um dos maiores astros do cinema de Hollywood, especialmente dos filmes de faroeste e de guerra.

A morte de John Wayne

John Wayne faleceu em 11 de junho de 1979, em Los Angeles, aos 72 anos, vítima de câncer.
Ele já havia enfrentado problemas graves de saúde antes: nos anos 1960, retirou um pulmão e duas costelas devido a um câncer de pulmão. Era fumante pesado, hábito que contribuiu muito para sua condição. Nos últimos anos, debilitado, lutou contra a doença até não resistir.

Foi sepultado no Pacific View Memorial Park, em Corona del Mar, Califórnia. Sua morte marcou profundamente o público norte-americano, que via nele um símbolo nacional.


O legado de John Wayne

O legado de John Wayne é vasto e ainda presente na cultura popular:

  • Ícone do western: Atuou em mais de 170 filmes, consolidando a imagem do cowboy corajoso, moralmente firme e defensor da justiça. Filmes como No Tempo das Diligências (1939), Rastros de Ódio (1956) e Bravura Indômita (1969) – que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator – são marcos do gênero.

  • Símbolo americano: Wayne foi visto como a personificação do espírito do "Velho Oeste" e dos valores tradicionais dos EUA, associado à bravura, independência e patriotismo.

  • Influência cultural: Sua figura inspirou gerações de atores, diretores e até políticos. Até hoje, seu jeito de andar, falar e se portar é imitado e referenciado em filmes, séries e literatura.

  • Reconhecimento: Em 1980, um ano após sua morte, o Congresso dos EUA concedeu-lhe a Medalha de Ouro do Congresso, uma das maiores honrarias civis do país.


👉 Em resumo: John Wayne morreu de câncer em 1979, mas deixou como legado a imagem eterna do cowboy e do herói americano, um dos maiores mitos do cinema clássico de Hollywood.

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Os Filmes de Faroeste de John Wayne - Parte 10

A carreira de John Wayne seguiu em frente. Alguns filmes rendiam excelentes bilheterias, outros nem tanto. De uma maneira ou outra o ator foi compreendendo que seu público era formado basicamente por jovens que adoravam filmes de western. Por isso Wayne firmou seus pés nesse popular gênero cinematográfico, pronto para assumir o trono que um dia havia sido de Tom Mix e outros cowboys famosos da sétima arte. Era algo natural para ele. Poucos, porém, sabiam que John Wayne não apenas iria superar todos os anteriores em popularidade, como também se tornaria o maior astro de Hollywood nos filmes de faroeste. E seguindo nessa mesma linha John Wayne estrelou "A Ferro e Fogo" (Randy Rides Alone, Estados Unidos, 1934). No poster original desse filme ele aparecia majestoso empinando seu grande cavalo branco. Dirigido por Harry L. Fraser e contando em seu elenco com um amigo de Wayne de longa data, o divertido George 'Gabby' Hayes, o filme trazia Wayne interpretando o personagem Randy Bowers, um cowboy honesto acusado injustamente de um crime que nunca havia cometido. Durante o filme ele tentava provar sua inocência se infiltrando no bando onde estava o verdadeiro criminoso.

"Sombra de Sangue" (The Star Packer, Estados Unidos, 1934) chegou aos cinemas poucos meses depois que seu último filme havia estreado nas telas de cinema. Os estúdios produziam esses faroestes em ritmo industrial e as fitas eram tão lucrativas que em pouco tempo se tornaram o alicerce de praticamente todo grande estúdio de Hollywood. Esse filme em particular foi um dos poucos que John Wayne trabalhou numa companhia pequena chamada Monogram Pictures. Usando os cenários emprestados da Columbia Pictures o filme foi feito a toque de caixa, faturando novamente muito bem nas bilheterias. Era de certa forma lucro certo tanto para os produtores como para o próprio John Wayne. E praticamente a mesma equipe se reuniu para trabalhar novamente juntos em "Para Lá da Estrada" (The Trail Beyond, Estados Unidos, 1934). A direção foi mais uma vez entregue a Robert N. Bradbury. Esse foi o cineasta que mais trabalhou ao lado de John Wayne nessa fase de sua carreira. Muitas pessoas lembram imediatamente de John Ford quando se fala em John Wayne e seus filmes de western, porém a verdade histórica é que ele de fato trabalhou com muitos outros cineastas ao longo da vida. Apenas esses não tiveram o mesmo reconhecimento que John Ford teve e nem seus filmes (na maioria fitas B de matinê) ganharam a notoriedade dos grandes épicos do velho oeste que foram dirigidos por Ford alguns anos depois.

John Wayne teve uma longa parceria com o diretor Robert N. Bradbury (que na época assinava os seus filmes como R.N. Bradbury). Juntos trabalharam em diversas produções dos estúdios pertencentes ao produtor Paul Malvern. Muitos desses faroestes de matinê foram feitos pela Lone Star Productions, um selo cinematográfico da época especializado apenas em filmes de western. Naqueles tempos os filmes de cowboys e índios eram os mais populares do cinema, principalmente para o público mais jovem. Qualquer filme nesse estilo acabava se tornando altamente lucrativo. Era o gênero cinematográfico preferido da América. Um desses sucessos de bilheteria foi "Fronteiras Sem Lei" (The Lawless Frontier). Aqui John Wayne interpretava um personagem chamado John Tobin. Ele era um cowboy de bom coração que via sua vida virar de ponta cabeça após a morte de seus pais. O assassino era um bandoleiro mexicano violento conhecido como Pandro Zanti.  Como a lei da fronteira não conseguia se impor a tantos bandidos era chegado a hora de fazer justiça pelas próprias mãos. O filme claro tinha todos os elementos que os fãs de Wayne na época adoravam. Inclusive o sempre interessante tema da vingança pessoal contra uma injustiça cometida por criminosos.

No filme seguinte, o último do ano, John Wayne voltou ao velho oeste no faroeste "Sob o Sol do Arizona" (Neath the Arizona Skie). Era uma espécie de redenção para o astro, agora já uma verdadeira estrela de Hollywood, com seu nome em destaque nos cartazes das produções em que atuava. Para quem havia começado a carreira como um desconhecido dublê, era um grande avanço, sem dúvida. A trama tinha lá seus elementos de histórias de detetive também. John Wayne era o homem da lei que tentava decifrar um mistério. Uma menina, herdeira de uma fortuna em petróleo, havia sido sequestrada. Quem estaria por trás do terrível crime? Curiosamente o próprio ator acabou não gostando muito do filme. Para ele o roteiro era mais adequado para um filme com o personagem Sherlock Holmes. Vaqueiros em seus cavalos não deveriam ser transformados em detetives. Quem poderia discordar dele? John Wayne certamente sabia das coisas em se tratando de filmes de faroeste. Isso era bem óbvio. E com a aposentadoria de Tom Mix ele estava pronto para se tornar o astro mais popular dos filmes de western.

Pablo Aluísio.