Título no Brasil: A Lei é Implacável
Título Original: The Doolins of Oklahoma
Ano de Produção: 1949
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Direção: Gordon Douglas
Roteiro: Kenneth Gamet
Elenco: Randolph Scott, George Macready, Louise Allbritton
Sinopse:
Bill Doolin (Randolph Scott) é um bandoleiro no velho oeste americano. Membro da quadrilha dos Daltons ele escapa da morte após chegar atrasado em um encontro com os demais membros de seu bando. Na fuga, para sobreviver, acaba matando um homem. Depois desse crime se torna um homem procurado vivo ou morto pela lei. Eventualmente forma um novo grupo, mas os anos de violência e crimes o esgotam completamente. Assim tenta assumir uma nova vida, com uma nova identidade. O passado porém está prestes a voltar para assombrar novamente sua vida.
Comentários:
O eterno cowboy do cinema Randolph Scott se consagrou como o eterno homem do oeste, bom e íntegro. Em raras ocasiões interpretou vilões ou bandoleiros. Aqui temos um exemplo. Ele interpreta um fora-da-lei, um criminoso conhecido e perseguido que em determinado momento de sua vida fica farto de tudo. Cansado de fugir e arriscar sua vida ele assim conhece uma boa mulher, Elaine Burton (Virginia Huston), que também sonha em formar uma família para viver feliz no resto de sua vida. Era justamente o que Bill deseja. usando um nome falso, Bill Daley, ele começa a reconstruir sua vida numa pequena e pacata cidade do oeste. Pretende se casar com Elaine e esquecer seu passado de crimes. A lei porém se mostra implacável pois seguindo seus rastros o xerife Sam Hughes (George Macready) descobre seu paradeiro. Para piorar os antigos membros de seu bando também descobrem onde Bill está vivendo. Aos poucos ele acaba percebendo que seus sonhos de felicidade estão prestes a virar poeira. "The Doolins of Oklahoma" é um western da década de 1940 que já traz por antecipação o visual, timing e o roteiro típicos da década que nascia, os anos 1950, um dos períodos mais produtivos do faroeste americano em toda a sua história.
Pablo Aluísio.
terça-feira, 13 de outubro de 2026
A Volta dos Homens Maus
A Volta dos Homens Maus
Mais um bom western estrelado por Randolph Scott. Ele interpreta um rancheiro que decide vender seu gado, sua propriedade, para ir embora, para outra cidade, onde está prestes a acontecer uma nova corrida ao ouro. Antes disso porém uma quadrilha de assaltantes a banco invade uma pequena cidade. No grupo se encontra até mesmo uma mulher, Cheyenne (Anne Jeffreys), que durante uma fuga acaba sendo baleada, indo parar no rancho de Scott.
Ele decide ajudá-la. Não apenas a escondendo da patrulha que a persegue, como também pedindo ajuda ao médico local. Curada, ela decide finalmente se redimir daquela vida. Outro personagem interessante do filme - e o alívio cômico - vem do personagem interpretado pelo ator George 'Gabby' Hayes. Ele fez muitos filmes ao lado de John Wayne e John Ford, sempre interpretando velhinhos matutos e bons de briga. Aqui ele esbanja a mesma linha de humor que o tornou conhecido nos filmes de faroeste daquela época.
Outro ponto que vai chamar a atenção dos fãs de western vem da quadrilha de assaltantes a banco. Ela é formada por lendas do velho oeste como Billy The Kid, Sundance Kid, os irmãos Dalton. Clato que os roteiristas desse filme fizeram uma salada geral, juntando personagens históricos reais em um mesmo bando. Na realidade eles viveram em épocas e lugares diferentes e nunca se conheceram de fato. Porém para esse filme todos foram reunidos em prol da diversão do público. De maneira em geral gostei muito dessa produção. É bem realizado, tem um bom roteiro e um desfecho que segue a tradição de muitos filmes de western, com direito a um duelo bem no meio de uma cidade fantasma localizada no deserto.
A Volta dos Homens Maus (Return of the Bad Men, Estados Unidos, 1948) Direção: Ray Enright / Roteiro: Charles O'Neal, Jack Natteford / Elenco: Randolph Scott, Robert Ryan, Anne Jeffreys, George 'Gabby' Hayes, Jacqueline White / Sinopse: Quadrilha de pistoleiros e foras-da-lei se reúne em uma pequena cidadezinha do velho oeste para roubar o banco local. Enquanto isso um rancheiro decide vender tudo para entrar na corrida ao ouro que está sendo organizada rumo ao novo estado da Califórnia.
Pablo Aluísio.
Ele decide ajudá-la. Não apenas a escondendo da patrulha que a persegue, como também pedindo ajuda ao médico local. Curada, ela decide finalmente se redimir daquela vida. Outro personagem interessante do filme - e o alívio cômico - vem do personagem interpretado pelo ator George 'Gabby' Hayes. Ele fez muitos filmes ao lado de John Wayne e John Ford, sempre interpretando velhinhos matutos e bons de briga. Aqui ele esbanja a mesma linha de humor que o tornou conhecido nos filmes de faroeste daquela época.
Outro ponto que vai chamar a atenção dos fãs de western vem da quadrilha de assaltantes a banco. Ela é formada por lendas do velho oeste como Billy The Kid, Sundance Kid, os irmãos Dalton. Clato que os roteiristas desse filme fizeram uma salada geral, juntando personagens históricos reais em um mesmo bando. Na realidade eles viveram em épocas e lugares diferentes e nunca se conheceram de fato. Porém para esse filme todos foram reunidos em prol da diversão do público. De maneira em geral gostei muito dessa produção. É bem realizado, tem um bom roteiro e um desfecho que segue a tradição de muitos filmes de western, com direito a um duelo bem no meio de uma cidade fantasma localizada no deserto.
A Volta dos Homens Maus (Return of the Bad Men, Estados Unidos, 1948) Direção: Ray Enright / Roteiro: Charles O'Neal, Jack Natteford / Elenco: Randolph Scott, Robert Ryan, Anne Jeffreys, George 'Gabby' Hayes, Jacqueline White / Sinopse: Quadrilha de pistoleiros e foras-da-lei se reúne em uma pequena cidadezinha do velho oeste para roubar o banco local. Enquanto isso um rancheiro decide vender tudo para entrar na corrida ao ouro que está sendo organizada rumo ao novo estado da Califórnia.
Pablo Aluísio.
Randolph Scott e o Velho Oeste - Parte 11
O filme "Suzana" (Susannah of the Mounties) foi lançado em 1939. Com direção da dupla de cineastas William A. Seiter e Walter Lang (esse último não creditado), o faroeste contava uma história interessante. O roteiro mostrava um problema que nem sempre era tratado pelos filmes da época. A questão das crianças órfãs, quando os pais eram mortos em conflitos entre os colonizadores e os índios. Quem cuidava dessas crianças? Scott aqui interpreta o bom homem que resolve adotar uma dessas órfãs. Curiosamente esse filme foi colorizado, mas prefiro muito mais a versão original, em preto e branco.
O filme seguinte segue sendo muito especial para fãs do western. Isso porque nessa produção o ator Randoloh Scott interpretou ninguém menos do que o lendário xerife Wyatt Earp. Estou me referindo, é claro, a um dos personagens mais mitológicos do velho oeste americano. Um personagem histórico, que realmente existiu. "A Lei da Fronteira" (Frontier Marshal, Estados Unidos, 1939) é um desses filmes até complicados de achar, mas caso você consiga não deixe de adquirir para sua coleção de filmes clássicos e de western. Item indispensável.
O filme seguinte de Scott não foi um faroeste ao velho estilo, mas sim um filme de guerra chamado "Vigilantes do Mar" (Coast Guard, Estados Unidos, 1939). Um filme bem pouco conhecido hoje em dia, mas que seguiu o clima de euforia que se seguia naqueles tempos conturbados. Não é desnecessário lembrar que o mundo estava nas vésperas do maior conflito da história, a II Grande Guerra Mundial. Com os ânimos patrióticos em alta, os estúdios corriam para faturar em cima desse tipo de sentimento dos americanos.
E o fim da década de 1930 chegou para Scott com o lançamento de sua último filme dos anos 30, chamado "20.000 Homens por Ano" (20,000 Men a Year, Estados Unidos, 1939). Dirigido por Alfred E. Green, também era um filme sobre militarismo, mas ao invés da marinha do filme anterior, tínhamos aqui a história de um piloto da força aérea. Os fãs curtiram e prestigiaram, mas o fato é que as pessoas (principalmente os mais jovens) queriam ver Randolph Scott interpretando cowboys e não aviadores. E o ator entendeu bem esse recado.
Pablo Aluísio.
O filme seguinte segue sendo muito especial para fãs do western. Isso porque nessa produção o ator Randoloh Scott interpretou ninguém menos do que o lendário xerife Wyatt Earp. Estou me referindo, é claro, a um dos personagens mais mitológicos do velho oeste americano. Um personagem histórico, que realmente existiu. "A Lei da Fronteira" (Frontier Marshal, Estados Unidos, 1939) é um desses filmes até complicados de achar, mas caso você consiga não deixe de adquirir para sua coleção de filmes clássicos e de western. Item indispensável.
O filme seguinte de Scott não foi um faroeste ao velho estilo, mas sim um filme de guerra chamado "Vigilantes do Mar" (Coast Guard, Estados Unidos, 1939). Um filme bem pouco conhecido hoje em dia, mas que seguiu o clima de euforia que se seguia naqueles tempos conturbados. Não é desnecessário lembrar que o mundo estava nas vésperas do maior conflito da história, a II Grande Guerra Mundial. Com os ânimos patrióticos em alta, os estúdios corriam para faturar em cima desse tipo de sentimento dos americanos.
E o fim da década de 1930 chegou para Scott com o lançamento de sua último filme dos anos 30, chamado "20.000 Homens por Ano" (20,000 Men a Year, Estados Unidos, 1939). Dirigido por Alfred E. Green, também era um filme sobre militarismo, mas ao invés da marinha do filme anterior, tínhamos aqui a história de um piloto da força aérea. Os fãs curtiram e prestigiaram, mas o fato é que as pessoas (principalmente os mais jovens) queriam ver Randolph Scott interpretando cowboys e não aviadores. E o ator entendeu bem esse recado.
Pablo Aluísio.
terça-feira, 6 de outubro de 2026
Sangue de Heróis
O filme Fort Apache foi lançado em 1948, dirigido por John Ford e estrelado por Henry Fonda, John Wayne, Shirley Temple, Pedro Armendáriz, Ward Bond e George O'Brien. O longa é o primeiro da chamada “Trilogia da Cavalaria” de Ford e se passa em um posto militar isolado no Oeste americano. A trama acompanha o coronel Owen Thursday, um oficial rígido e orgulhoso que assume o comando de Fort Apache e passa a impor sua autoridade de forma inflexível. Em contraste, o capitão Kirby York, interpretado por John Wayne, representa uma visão mais pragmática e experiente do cotidiano militar na fronteira. À medida que a tensão aumenta entre o coronel e seus subordinados, a situação se agrava com os conflitos com os povos indígenas da região. Thursday, movido por orgulho e desejo de glória, toma decisões questionáveis que colocam seus homens em perigo. O filme constrói um retrato complexo da disciplina militar, da honra e dos erros humanos. Ao mesmo tempo, apresenta uma visão crítica das relações entre o Exército e os nativos americanos. A narrativa combina ação, drama e reflexão histórica. Assim, Fort Apache se destaca como um western mais profundo e reflexivo do que o padrão da época.
Quando foi lançado, Fort Apache recebeu uma recepção crítica majoritariamente positiva, sendo elogiado pela imprensa americana por sua abordagem mais madura do gênero western. O jornal The New York Times destacou que o filme era “um drama poderoso que vai além dos clichês do faroeste tradicional”, ressaltando a complexidade dos personagens e da narrativa. Já o Los Angeles Times elogiou a direção de John Ford, afirmando que ele conseguiu “equilibrar espetáculo e introspecção com grande habilidade”. A revista Variety destacou a qualidade do elenco e a força do roteiro, observando que o filme “apresenta um retrato humano e convincente da vida militar na fronteira”. Muitos críticos também elogiaram a forma como o filme aborda o tema da arrogância militar e suas consequências. A performance de Henry Fonda foi particularmente destacada, especialmente por interpretar um personagem diferente de seus papéis habituais. A crítica reconheceu o filme como um trabalho mais sofisticado dentro do gênero. Assim, Fort Apache conquistou respeito imediato entre jornalistas e especialistas em cinema.
A recepção crítica continuou favorável, com diversas publicações destacando o filme como uma das melhores obras de John Ford. A revista The New Yorker comentou que o longa era “uma meditação elegante sobre autoridade, honra e erro humano”. Muitos críticos também elogiaram a forma como o filme humaniza os personagens indígenas, algo relativamente incomum para a época. Embora o filme não tenha sido um grande destaque em premiações como o Oscar, ele foi amplamente reconhecido como uma obra de alta qualidade artística. A direção de Ford, aliada à fotografia em preto e branco e às paisagens monumentais, foi frequentemente citada como um dos pontos fortes do longa. A construção dos personagens e o desenvolvimento da trama também receberam elogios consistentes. Ao longo do tempo, críticos passaram a considerar Fort Apache como um dos westerns mais importantes do período clássico de Hollywood. A obra contribuiu para redefinir o gênero, introduzindo maior complexidade moral. Dessa forma, o filme consolidou sua reputação entre os grandes clássicos do cinema americano.
Do ponto de vista comercial, Fort Apache teve um desempenho sólido nas bilheterias. Embora não tenha sido um fenômeno gigantesco, o filme foi bem recebido pelo público e gerou lucro para o estúdio. O orçamento relativamente controlado ajudou a garantir sua viabilidade financeira. O público da época apreciou a combinação de ação, drama e personagens marcantes. A presença de estrelas como John Wayne e Henry Fonda contribuiu significativamente para atrair espectadores. O filme também teve boa repercussão em exibições posteriores, especialmente na televisão. Com o passar dos anos, sua popularidade continuou a crescer, impulsionada por sua qualidade artística. Muitos fãs de western passaram a considerar o filme uma obra essencial do gênero. Assim, Fort Apache conseguiu equilibrar reconhecimento crítico e sucesso comercial. Seu desempenho consolidou a posição de John Ford como um dos grandes diretores de Hollywood.
Atualmente, Fort Apache é amplamente considerado um dos grandes clássicos do western americano. O filme é frequentemente citado como uma obra fundamental dentro da filmografia de John Ford. Sua abordagem mais crítica e complexa das relações entre o Exército e os povos indígenas continua sendo relevante. A atuação de Henry Fonda é lembrada como uma das mais marcantes de sua carreira. O filme também é reconhecido por sua influência sobre westerns posteriores, que passaram a explorar temas mais profundos e ambíguos. A trilogia da cavalaria de Ford, iniciada com este filme, é vista como uma das contribuições mais importantes ao gênero. Críticos contemporâneos continuam elogiando sua narrativa e seus personagens. Novas gerações de espectadores ainda descobrem e apreciam o filme. Dessa forma, Fort Apache mantém sua relevância histórica e artística. Sua reputação como clássico é amplamente consolidada.
Sangue de Heróis (Fort Apache, Estados Unidos, 1948) Direção: John Ford / Roteiro: Frank S. Nugent e Laurence Stallings, baseado em história de James Warner Bellah / Elenco: Henry Fonda, John Wayne, Shirley Temple, Pedro Armendáriz, Ward Bond e George O'Brien / Sinopse: Um rígido coronel assume o comando de um posto militar na fronteira e, ao ignorar a experiência de seus oficiais, conduz suas tropas a um confronto perigoso que revela as consequências do orgulho e da liderança inflexível.
Pablo Aluísio e Erick Steve.
Sangue de Heróis
Sangue de HeróisBaseado no livro de James Warner Bellah, "Fort Apache - Sangue de Heróis" é um ótimo faroeste. Produzido e dirigido por John Ford, ele é o primeiro de uma trilogia realizada pelo cineasta sobre a cavalaria do exército americano, pós-guerra civil. Os dois outros, igualmente ótimos, são "Legião Invencível", de 1949, e "Rio Grande", de 1950. O filme gira em torno de um arrogante coronel da cavalaria americana, disposto a tudo para ter o reconhecimento do governo dos EUA por seus relevantes serviços prestados à nação. Para tanto, despreza os conselhos de seus auxiliares mais próximos, conhecedores dos problemas vividos pelos apaches, no longínquo território do Arizona e se envolve numa guerra desnecessária e suicida contra os indígenas, que só queriam ser tratados com um pouco de respeito e justiça. E o que chama a atenção é que, após sua morte, ele consegue ser oficialmente reconhecido como herói, muito embora tenha injustificadamente sacrificado a vida de centenas de homens sob seu comando.
Além do belo trabalho realizado por Ford, o filme conta com um roteiro muito bem estruturado e com a magnífica fotografia de Archie Stout. Henry Fonda está soberbo no papel do coronel Thursday, seguido de John Wayne, como o oficial que se rebela contra suas ordens. Adicionalmente "Fort Apache - Sangue de Heróis" conta ainda com um elenco coadjuvante de primeira linha, com nomes como Ward Bond, Victor McLaglen, George O'Brien e Pedro Armendáriz, entre outros. Shirley Temple, a garota prodígio da década de 30, faz um bom trabalho como adulta, na época com 20 anos de idade. O roteiro (e obviamente o livro que lhe deu origem) são em essência uma romantização em cima da história real do General Custer. Após ser morto pelas tribos comandadas por Cavalo Louco e Touro Sentado, Custer virou um herói nacional nos EUA. Na realidade ele era um carreirista que não media esforços para subir na carreira, não importando as consequências de seus atos. O Coronel Thursday do filme nada mais é do que uma alegoria da personalidade verdadeira do Custer histórico. Por tudo isso e muito mais o filme hoje é simplesmente essencial para os fãs do grande cinema da era de ouro de Hollywood. Sem dúvida uma obra magnífica.
Sangue de Heróis (Fort Apache, Estados Unidos, 1948) / Direção: John Ford / Roteiro: Frank S. Nugent, James Warner Bellah / Elenco: John Wayne, Henry Fonda, Ward Bond, Shirley Temple e John Agar / Sinopse: Sangue de Heróis é o primeiro filme da grande trilogia western do renomado diretor John Ford. O filme é baseado na história real do famoso General Custer que na vida real era um carreirista que não media esforços para subir na hierarquia militar.
Pablo Aluísio.
Além do belo trabalho realizado por Ford, o filme conta com um roteiro muito bem estruturado e com a magnífica fotografia de Archie Stout. Henry Fonda está soberbo no papel do coronel Thursday, seguido de John Wayne, como o oficial que se rebela contra suas ordens. Adicionalmente "Fort Apache - Sangue de Heróis" conta ainda com um elenco coadjuvante de primeira linha, com nomes como Ward Bond, Victor McLaglen, George O'Brien e Pedro Armendáriz, entre outros. Shirley Temple, a garota prodígio da década de 30, faz um bom trabalho como adulta, na época com 20 anos de idade. O roteiro (e obviamente o livro que lhe deu origem) são em essência uma romantização em cima da história real do General Custer. Após ser morto pelas tribos comandadas por Cavalo Louco e Touro Sentado, Custer virou um herói nacional nos EUA. Na realidade ele era um carreirista que não media esforços para subir na carreira, não importando as consequências de seus atos. O Coronel Thursday do filme nada mais é do que uma alegoria da personalidade verdadeira do Custer histórico. Por tudo isso e muito mais o filme hoje é simplesmente essencial para os fãs do grande cinema da era de ouro de Hollywood. Sem dúvida uma obra magnífica.
Sangue de Heróis (Fort Apache, Estados Unidos, 1948) / Direção: John Ford / Roteiro: Frank S. Nugent, James Warner Bellah / Elenco: John Wayne, Henry Fonda, Ward Bond, Shirley Temple e John Agar / Sinopse: Sangue de Heróis é o primeiro filme da grande trilogia western do renomado diretor John Ford. O filme é baseado na história real do famoso General Custer que na vida real era um carreirista que não media esforços para subir na hierarquia militar.
Pablo Aluísio.
Rio Vermelho
Rio VermelhoAssistir a esse filme foi um enorme prazer para mim. Primeiro porque eu sou um fã incondicional do ator Montgomery Clift. Segundo porque eu acho este um dos mais belos westerns de todos os tempos e terceiro porque John Wayne e Howard Hawks estão no auge de suas carreiras. Esta é uma película realmente nota dez, em todos os aspectos e por isso se tornou um filme atemporal, inesquecível e clássico. Montgomery Clift era um caso à parte. Considerado um dos maiores atores jovens de seu tempo, ao lado de Marlon Brando e James Dean, Clift era um profissional à frente de sua época. Cria do teatro americano, local onde ele sentia-se realmente à vontade, ele relutou muito antes de ingressar no cinema. Temia perder sua identidade e ser engolido pelo Star System. Sempre foi um ator independente e conseguiu se impor à indústria, fez poucos filmes, mas todos escolhidos a dedo, e muitos destes títulos se tornaram clássicos absolutos da história. do cinema americano. Basta lembrar de "Um lugar ao sol" e "A um passo da Eternidade", por exemplo. Complexo e torturado por demônios internos, Clift acabou por tabela imprimindo uma densidade ímpar em suas atuações. O conflito interno do ator era automaticamente passado para seus papéis. Aqui ele se sobressai mesmo interpretando um personagem sem grande profundidade, em sua estreia nas telas, curiosamente em um western estrelado pelo maior nome do gênero, John Wayne. O contraste entre a determinação e rudeza de Wayne com a sensibilidade de Clift se torna um dos grandes trunfos do filme.
E o Duke? Bem, ele está novamente ótimo no papel de um velho rancheiro dono de milhares de cabeças de gado, que tem como único objetivo levá-las, em uma grande caravana, para o Estado do Missouri. Conforme o tempo passa e as dificuldades se tornam maiores o personagem de Wayne vai ficando cada vez mais obcecado, tornando insuportável a vida de seus homens. O clímax ocorre em uma feroz luta entre Wayne e Clift. Um duelo entre os velhos e os novos paradigmas do velho oeste. A cena entrou para a história do cinema americano. Em relação à inspirada direção um famoso crítico americano resumiu a opinião da época: "Tendo como pano de fundo as belas paisagens do meio oeste americano, o mestre Howard Hawks faz um dos melhores faroestes dos últimos tempos, não se limitando, no entanto, a falar apenas do expansionismo capitalista americano, povoando terras desertas em meados do século 19. Vai além: realizando um belo painel sobre as relações humanas, através dp choque de personalidades de Dunson (Wayne) e Garth (Montgomery Clift). Criados como pai e filho, protagonizam uma estória de amor e ódio absolutamente emocionante". O filme concorreu aos Oscar de melhor roteiro e Montagem. Uma injustiça não ter ganho nenhum, mas se a Academia não o premiou ele acabou recebendo outro tipo de reconhecimento, e este bem mais importante, o reconhecimento popular daqueles que o assistiram e jamais esqueceram ao longo de todos esses anos.
Rio Vermelho (Red River, EUA, 1948) Direção: Howard Hawks / Roteiro: Borden Chase e Charles Schnee, baseado na novela The Chisholm Trail de Borden Chase. / Elenco: John Wayne, Montgomery Clift, Joanne Dru, Walter Brennan / Sinopse: Thomas Dunson (John Wayne) é um velho rancheiro, dono de milhares de cabeças de gado, que tem como único objetivo levá-las, em uma grande caravana, para o Estado do Missouri. Conforme o tempo passa e as dificuldades se tornam maiores Thomas vai ficando cada vez mais obcecado, tornando insuportável a vida de seus homens, entrando em conflito com Matt Garth (Montgomery Clift), um cowboy que participa da caravana.
Pablo Aluísio.
E o Duke? Bem, ele está novamente ótimo no papel de um velho rancheiro dono de milhares de cabeças de gado, que tem como único objetivo levá-las, em uma grande caravana, para o Estado do Missouri. Conforme o tempo passa e as dificuldades se tornam maiores o personagem de Wayne vai ficando cada vez mais obcecado, tornando insuportável a vida de seus homens. O clímax ocorre em uma feroz luta entre Wayne e Clift. Um duelo entre os velhos e os novos paradigmas do velho oeste. A cena entrou para a história do cinema americano. Em relação à inspirada direção um famoso crítico americano resumiu a opinião da época: "Tendo como pano de fundo as belas paisagens do meio oeste americano, o mestre Howard Hawks faz um dos melhores faroestes dos últimos tempos, não se limitando, no entanto, a falar apenas do expansionismo capitalista americano, povoando terras desertas em meados do século 19. Vai além: realizando um belo painel sobre as relações humanas, através dp choque de personalidades de Dunson (Wayne) e Garth (Montgomery Clift). Criados como pai e filho, protagonizam uma estória de amor e ódio absolutamente emocionante". O filme concorreu aos Oscar de melhor roteiro e Montagem. Uma injustiça não ter ganho nenhum, mas se a Academia não o premiou ele acabou recebendo outro tipo de reconhecimento, e este bem mais importante, o reconhecimento popular daqueles que o assistiram e jamais esqueceram ao longo de todos esses anos.
Rio Vermelho (Red River, EUA, 1948) Direção: Howard Hawks / Roteiro: Borden Chase e Charles Schnee, baseado na novela The Chisholm Trail de Borden Chase. / Elenco: John Wayne, Montgomery Clift, Joanne Dru, Walter Brennan / Sinopse: Thomas Dunson (John Wayne) é um velho rancheiro, dono de milhares de cabeças de gado, que tem como único objetivo levá-las, em uma grande caravana, para o Estado do Missouri. Conforme o tempo passa e as dificuldades se tornam maiores Thomas vai ficando cada vez mais obcecado, tornando insuportável a vida de seus homens, entrando em conflito com Matt Garth (Montgomery Clift), um cowboy que participa da caravana.
Pablo Aluísio.
Rio Vermelho (1948)
1. Red River (no Brasil, "Rio Vermelho") é considerado um dos grandes clássicos do western americano. Dirigido pelo mestre Howard Hawks e estrelado pelos mitos John Wayne e Montgomery Clift, , o filme é considerado o épico definitivo sobre a figura do cowboy dos Estados Unidos, no auge de sua atividade no século XIX.
2. A interpretação de Montgomery Clift no filme surpreendeu John Wayne que chegou a confessar numa entrevista que jamais poderia supor que ele fosse tão bom atuando. Na verdade Wayne não conhecia muito Clift e sua capacidade dramática. Pensando que se tratava de mais um ator de Nova Iorque ele ficou realmente surpreso com as qualidades do jovem Clift, a tal ponto que chegou a dizer que precisava melhorar mais por causa da "nova concorrência" que surgia no mercado.
3. O filme foi realizado em 1946, mas só chegou nas telas em 1948. A demora se deu por dois motivos básicos. Primeiro o diretor Howard Hawks foi extremamente criterioso na edição da versão final. Ele não queria um filme longo e também não desejava que faltasse algo importante na estória. Por essa razão teve que se empenhar em chegar em um ponto meio termo. O outro problema foi legal. O milionário excêntrico Howard Hughes entendeu que havia semelhanças demais com outro clássico "O Proscrito", o que fez atrasar ainda mais seu lançamento nos cinemas.
4. Pode-se dizer que John Wayne ficou um pouco intimidado pela presença de Clift. Ele tinha receios, segundo o roteirista Borden Chase, de que o filme lhe fosse roubado por Monty. Por essa razão Wayne tentou interferir na edição final da fita, algo que foi impedido por Hawks, o que acabou criando um mal estar entre ambos.
5. Houve um certo receio do estúdio de que John Wayne e Montgomery Clift não se dessem bem trabalhando juntos. Eles tinham posições políticas bem diferentes, com Wayne sendo um conservador e Clift um liberal, e não tinham medo de expor suas ideias para a imprensa. Isso fez com que o diretor Howard Hawks proibisse discussões sobre esses temas no set de filmagens. De uma forma ou outra essa censura e a tensão causada por ela fez com que Clift se recusasse a trabalhar novamente com Wayne quando foi convidado a atuar em "Onde Começa o Inferno".
6. Para parecer mais convincente na tela o ator Montgomery Clift resolveu se empenhar em um curso intensivo de equitação antes das filmagens começarem. Ele já havia montado antes, mas morando em Nova Iorque, ficou sem a experiência necessária. Durante três meses ele praticou equitação em um rancho perto de Los Angeles, sob supervisão do professor Noah Beery Jr. Quando começaram as filmagens Monty demonstrou ter intimidade com montarias, o que fez com que arrancasse um elogio de John Wayne ao dizer: "Você monta muito bem rapaz!".
Pablo Aluísio.
2. A interpretação de Montgomery Clift no filme surpreendeu John Wayne que chegou a confessar numa entrevista que jamais poderia supor que ele fosse tão bom atuando. Na verdade Wayne não conhecia muito Clift e sua capacidade dramática. Pensando que se tratava de mais um ator de Nova Iorque ele ficou realmente surpreso com as qualidades do jovem Clift, a tal ponto que chegou a dizer que precisava melhorar mais por causa da "nova concorrência" que surgia no mercado.
3. O filme foi realizado em 1946, mas só chegou nas telas em 1948. A demora se deu por dois motivos básicos. Primeiro o diretor Howard Hawks foi extremamente criterioso na edição da versão final. Ele não queria um filme longo e também não desejava que faltasse algo importante na estória. Por essa razão teve que se empenhar em chegar em um ponto meio termo. O outro problema foi legal. O milionário excêntrico Howard Hughes entendeu que havia semelhanças demais com outro clássico "O Proscrito", o que fez atrasar ainda mais seu lançamento nos cinemas.
4. Pode-se dizer que John Wayne ficou um pouco intimidado pela presença de Clift. Ele tinha receios, segundo o roteirista Borden Chase, de que o filme lhe fosse roubado por Monty. Por essa razão Wayne tentou interferir na edição final da fita, algo que foi impedido por Hawks, o que acabou criando um mal estar entre ambos.
5. Houve um certo receio do estúdio de que John Wayne e Montgomery Clift não se dessem bem trabalhando juntos. Eles tinham posições políticas bem diferentes, com Wayne sendo um conservador e Clift um liberal, e não tinham medo de expor suas ideias para a imprensa. Isso fez com que o diretor Howard Hawks proibisse discussões sobre esses temas no set de filmagens. De uma forma ou outra essa censura e a tensão causada por ela fez com que Clift se recusasse a trabalhar novamente com Wayne quando foi convidado a atuar em "Onde Começa o Inferno".
6. Para parecer mais convincente na tela o ator Montgomery Clift resolveu se empenhar em um curso intensivo de equitação antes das filmagens começarem. Ele já havia montado antes, mas morando em Nova Iorque, ficou sem a experiência necessária. Durante três meses ele praticou equitação em um rancho perto de Los Angeles, sob supervisão do professor Noah Beery Jr. Quando começaram as filmagens Monty demonstrou ter intimidade com montarias, o que fez com que arrancasse um elogio de John Wayne ao dizer: "Você monta muito bem rapaz!".
Pablo Aluísio.
Os Filmes de John Wayne - Edição 19
No ano de 1951 o ator John Wayne resolveu diversificar um pouco seu repertório de roteiros que iria escolher para seus próximos filmes. Embora seus filmes de western rendessem ótimas bilheterias nos cinemas, ele queria experimentar novos gêneros cinematográficos. Ele não queria ficar sempre estigmatizado como o ator que só interpretava cowboys durões do velho oeste. Queria ampliar seus horizontes, viver outras histórias, ampliar o leque de opções em Hollywood.
Estava especialmente interessado em fazer filmes de guerra. Assim escolheu atuar na produção "Águas Traiçoeiras" (Operation Pacific, 1951). Era a história de um submarino americano durante a II Guerra Mundial. Durante uma missão na região do oceano Pacífico Sul, problemas técnicos deixavam essa arma de guerra incapaz de ir para o front de guerra. Equipe e tripulação acabavam ganhando alguns dias de folga, já que não podiam mais partir para o cenário de guerra. Enquanto o submarino ia para conserto o personagem de Wayne tentava consertar também sua vida pessoal, tentando reconquistar a mulher de sua vida. Era a busca por personagens mais profundos que levou John Wayne a fazer esse filme. Não ter apenas cenas heróicas, mas também mostrar o lado humano dos militares. O filme assim tinha dois lados, as cenas de batalha para o público masculino e o lado da vida pessoal do protagonista, um clima de romantismo no ar, feito especialmente para o público feminino.
O caminho seguiu nessa mesma linha, com John Wayne estrelando outro filme ambientado na segunda guerra mundial. A diferença era que dessa vez seu personagem não seria da marinha, mas da força aérea dos Estados Unidos. No Brasil esse filme recebeu o título de "Horizonte de Glórias" (Flying Leathernecks, 1951). Na história John Wayne interpretava um corajoso major, piloto líder de uma esquadrilha de caças de guerra conhecida como "The Wildcats" (os gatos selvagens). O enredo era parcialmente baseado em fatos históricos reais. Esse grupo de aviadores corajosos participaram de fato da histórica batalha de Guadalcanal, enfrentando esquadrilhas de caças Zero do Japão.
O diretor foi escolhido pelo próprio John Wayne. Era Nicholas Ray, um cineasta conhecido por tirar as melhores interpretações de seu elenco. É interessante ver essa tentativa de John Wayne em associar sua imagem a de militares americanos na guerra. Ela havia ficado muito ofendido com certos jornalistas que o criticaram durante a guerra, justamente por não ter ido lutar o maior conflito do século XX. Assim, atuando em filmes como esse, John Wayne, de certa forma, compensava esse lado ruim, essa mancha, que havia ficado em seu perfil. Já que não houve como ser herói no mundo real, ele compensava isso interpretando heróis americanos na tela. Era, segundo suas palavras, uma forma de homenagear todos esses heróis da segunda guerra mundial.
Pablo Aluísio.
terça-feira, 29 de setembro de 2026
Paixão dos Fortes
Paixão dos Fortes
Reza a lenda que no ano de 1927 o mítico Wyatt Berry Stapp Earp, ou simplesmente Wyatt Earp (1848 -1929) numa entrevista concedida ao mestre John Ford, contou-lhe em detalhes como fora o famoso duelo de Ok.Corral que ocorrera na cidade de Tombstone no ano de 1881, entre os irmãos Earp e os Clanton. Anos depois, transformado numa obra de arte e batizado de "Paixão dos Fortes" (My Darling Clementine - 1946) o clássico - erguido na exuberância de Monument Valley, palco principal do legendário diretor John Ford - conta a história (verídica) dos irmãos Earp (Wyatt, James, Virgil e Morgan Earp) que depois de abandonarem a cidade de Dodge City - onde Wyatt Earp (Henry Fonda) era xerife - partem para a região do Arizona dedicando-se a criação de gado.
Certa noite, Wyatt, Virgil e Morgan Earp vão até à cidade de Tombstone para conhecê-la um pouco mais e deixam o irmão mais novo, James Earp, sozinho, tomando conta do gado e do acampamento. Ao retornarem, o cenário é desolador: todo o gado havia sido roubado e James Earp, assassinado. Depois de enterrar o irmão, Wyatt torna-se xerife de Tombstone com o objetivo de vingar os assassinos do jovem irmão, e manter a cidade em paz. Ele ainda não sabe quem são os assassinos de seu irmão, no entanto, uma certa turma não sai de sua cabeça: os Clanton (Clanton pai, Billy Clanton, Ike Clanton) e seus comparsas: Billy Claiborne, Tom e Frank McLaury. Wyatt conhece Chihuahua (Linda Darnel) uma espevitada dançarina do saloon local, que alimenta apenas um sonho: a volta de sua paixão, John Henry "Doc" Holliday, ou apenas Doc Holliday: pistoleiro, jogador e dentista (daí o apelido Doc).
A fervura aumenta com a chegada à cidade do irascível Doc Holliday (Victor Mature). Depois de rever a bela Chihuahua o dentista conhece de perto o lendário Wyatt Earp. Wyatt aproxima-se de Doc, mas o encontro dos dois que a princípio poderia se tranformar numa grande amizade vira uma conturbada relação de amizade e ódio que se arrasta até o fim do clássico. Certo dia chega à cidade a bela Clementine Carter (Cathy Downs). Antiga paixão do Doc, Clementine (que inspira a trilha sonora) chega para reencontrar seu antigo e intratável amor. Doc odeia sua presença e diz que se ela não for embora, ele irá. Wyatt apaixona-se por Clementine que resolve ficar. Revoltada com a presença de Clementine em Tombstone, Chihuahua vai até seu quarto para expulsá-la do hotel e da cidade no exato momento em que é surpreendida pela chegada de Wyatt Earp que acalma a situação. Enquanto conversa com Chihuahua, Earp nota que ela está usando um colar que pertenceu ao seu irmão assassinado. O famoso xerife fica então a poucos instantes de descobrir quem realmente matou seu irmão.
Paixão dos Fortes é um diamante da sétima arte e foi reconhecido pelo próprio John Ford como o seu filme mais precioso. Durante quarenta e cinco dias de filmagens, Ford construiu um verdadeiro monumento, não só ao cinema mas às artes em geral. Ele não era apenas um diretor de cinema, mas também um poeta, um pintor e um visionário de cenas antológicas que marcaram para sempre a história do cinema americano. No clássico, sua chancela está em cada cena e em cada fala. A esplêndida direção de fotografia de Joseph Mac Donald equilibra as imagens em preto e branco com brilhos e sombreamentos excepcionais. O elenco, recheado de lendas do cinema como Henry Fonda, Linda Darnell, Victor Mature e Walter Brennan são a cereja do bolo deste clássico inesquecível que entrou para a história do cinema.
Paixão dos Fortes (My Darling Clementine, EUA, 1946) Direção: John Ford / Roteiro: Samuel G. Engel, Winston Miller / Elenco: Henry Fonda, Linda Darnell, Victor Mature / Sinopse: Um dos grandes clássicos de John Ford "Paixão dos Fortes" conta parte da história do lendário xerife Wyatt Earp e o famoso conflito armado ocorrido no OK Corral.
Telmo Vilela Jr.
Certa noite, Wyatt, Virgil e Morgan Earp vão até à cidade de Tombstone para conhecê-la um pouco mais e deixam o irmão mais novo, James Earp, sozinho, tomando conta do gado e do acampamento. Ao retornarem, o cenário é desolador: todo o gado havia sido roubado e James Earp, assassinado. Depois de enterrar o irmão, Wyatt torna-se xerife de Tombstone com o objetivo de vingar os assassinos do jovem irmão, e manter a cidade em paz. Ele ainda não sabe quem são os assassinos de seu irmão, no entanto, uma certa turma não sai de sua cabeça: os Clanton (Clanton pai, Billy Clanton, Ike Clanton) e seus comparsas: Billy Claiborne, Tom e Frank McLaury. Wyatt conhece Chihuahua (Linda Darnel) uma espevitada dançarina do saloon local, que alimenta apenas um sonho: a volta de sua paixão, John Henry "Doc" Holliday, ou apenas Doc Holliday: pistoleiro, jogador e dentista (daí o apelido Doc).
A fervura aumenta com a chegada à cidade do irascível Doc Holliday (Victor Mature). Depois de rever a bela Chihuahua o dentista conhece de perto o lendário Wyatt Earp. Wyatt aproxima-se de Doc, mas o encontro dos dois que a princípio poderia se tranformar numa grande amizade vira uma conturbada relação de amizade e ódio que se arrasta até o fim do clássico. Certo dia chega à cidade a bela Clementine Carter (Cathy Downs). Antiga paixão do Doc, Clementine (que inspira a trilha sonora) chega para reencontrar seu antigo e intratável amor. Doc odeia sua presença e diz que se ela não for embora, ele irá. Wyatt apaixona-se por Clementine que resolve ficar. Revoltada com a presença de Clementine em Tombstone, Chihuahua vai até seu quarto para expulsá-la do hotel e da cidade no exato momento em que é surpreendida pela chegada de Wyatt Earp que acalma a situação. Enquanto conversa com Chihuahua, Earp nota que ela está usando um colar que pertenceu ao seu irmão assassinado. O famoso xerife fica então a poucos instantes de descobrir quem realmente matou seu irmão.
Paixão dos Fortes é um diamante da sétima arte e foi reconhecido pelo próprio John Ford como o seu filme mais precioso. Durante quarenta e cinco dias de filmagens, Ford construiu um verdadeiro monumento, não só ao cinema mas às artes em geral. Ele não era apenas um diretor de cinema, mas também um poeta, um pintor e um visionário de cenas antológicas que marcaram para sempre a história do cinema americano. No clássico, sua chancela está em cada cena e em cada fala. A esplêndida direção de fotografia de Joseph Mac Donald equilibra as imagens em preto e branco com brilhos e sombreamentos excepcionais. O elenco, recheado de lendas do cinema como Henry Fonda, Linda Darnell, Victor Mature e Walter Brennan são a cereja do bolo deste clássico inesquecível que entrou para a história do cinema.
Paixão dos Fortes (My Darling Clementine, EUA, 1946) Direção: John Ford / Roteiro: Samuel G. Engel, Winston Miller / Elenco: Henry Fonda, Linda Darnell, Victor Mature / Sinopse: Um dos grandes clássicos de John Ford "Paixão dos Fortes" conta parte da história do lendário xerife Wyatt Earp e o famoso conflito armado ocorrido no OK Corral.
Telmo Vilela Jr.
Consciências Mortas
Título Original: The Ox-Bow Incident
Ano de Lançamento: 1942
País: Estados Unidos
Estúdio: Twentieth Century Fox
Direção: William A. Wellman
Roteiro: Lamar Trotti, Walter Van Tilburg Clark
Elenco: Henry Fonda, Anthony Quinn, Dana Andrews
Sinopse:
Um rancheiro é supostamente assassinado por três homens nas proximidades de uma pequena cidade do velho oeste. Alarmados pela notícia os moradores formam um grupo de justiceiros que vão até as colinas próximas para encontrar e enforcar os criminosos, ou pelo menos, aquelas pessoas que eles acreditam ser os culpados. E toda essa ira e violência sem freios logo se transforma numa grande tragédia. Filme indicado ao Oscar na categoria de Melhor Filme.
Comentários:
Você não precisa ser formado em Direito. Em algum momento de sua vida você deve ter ouvido a frase "Todos são inocentes até que se prove o contrário". Essa é a base do princípio da presunção da inocência, um dos pilares de um verdadeiro Estado Democrático de Direito. Esse filme, que tem um excelente roteiro, mostra com sua história a importância desse pilar da ciência jurídica. Não foi algo que alguém inventou, mas sim uma construção histórica e social, baseada nas experiências da vida! Não adianta fazer justiça com as próprias mãos, não adianta eleger a violência como solução para a criminalidade dentro de uma sociedade. E jamais se deve deixar nas mãos de um grupo de imbecis a realização da justiça. O que vemos acontecer nesse filme é a tragédia que surge quando esses princípios jurídicos são deixados de lado por um grupo que se auto intitula dono da verdade, do bem e da honestidade. Sempre desconfie de pessoas assim! Já conhecemos bem como termina uma história dessas. E a vemos se repetir, lamentavelmente, nos dias atuais. Pelo visto essas pessoas brutalizadas e ignorantes nunca vão mesmo aprender com as lições que a História nos deixou.
Pablo Aluísio.
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