Ele não foi essencialmente um ator de filmes de western. Só que como todo astro de Hollywood também fez filmes de faroeste. Na era de ouro do cinema americano não havia saída. Todo ator, seja de que categoria fosse, tinha que também ter seu legado de filmes do velho oeste. Além disso a bilheteria era quase certa, então mais do que natural que eles fossem escalados pelo estúdio para esse tipo de produção.
Em relação a Burt Lancaster ele de fato estrelou poucos filmes nesse estilo. Tendo atuado em quase 90 filmes ao longo da carreira, era de se esperar mais atuações dele nesse tipo de filme. Ao invés de subir no cavalo e trilhar as planícies do oeste selvagem, Burt se concentrou mesmo em filmes policiais, aventuras de capa e espada e também dramas românticos ao velho estilo.
Só em 1951 ele finalmente trilhou o caminho que seus admiradores tanto esperavam. O filme se chamava "O Vale da Vingança" (Vengeance Valley, EUA, 1951). Era sem dúvida um western autêntico, mas também um drama romântico, com toques psicológicos, mostrando uma família com muitos conflitos, no mundo rural do Colorado. Pai e dois filhos em conflito permanente. Em jogo uma fazenda rica em cabeças de gado!
De fato Burt Lancaster não queria fazer mais um bang-bang, como aqueles que faziam fila nas rotinas das sessões de matinê dos cinemas. Ele queria um roteiro mais adulto, algo mais profundo psicologicamente, mesmo que não fosse tão a fundo no drama dos personagens. Esse filme assim lhe soou bem adequado. E foi uma boa estreia pois o primeiro western da carreira de Burt Lancaster acabou agradando aos críticos e também fez sucesso comercial. Ele se sentiu assim duplamente gratificado pelo resultado alcançado.
Pablo Aluísio.

Cine Western
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