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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Em Cartaz: A Um Passo da Morte


Em Cartaz: A Um Passo da Morte
O western A Um Passo da Morte (The Indian Fighter) estreou nos cinemas em 21 de dezembro de 1955, dirigido por André De Toth e estrelado por Kirk Douglas, com Elsa Martinelli e Walter Matthau no elenco. Nesta produção de faroeste em Cinemascope e colorido, Douglas interpreta Johnny Hawks, um ex-combatente que, após a Guerra Civil, tenta mediar a paz entre brancos e a tribo Sioux liderada por Red Cloud, em meio a tensões provocadas por homens gananciosos e emboscadas traiçoeiras.

Embora não haja números oficiais de bilheteria amplamente publicados, A Um Passo da Morte teve desempenho comercial respeitável para um western médio de meados dos anos 1950, com boa circulação nos circuitos de cinema e popularidade prolongada nos mercados internacional e de vídeo doméstico. O nome de Kirk Douglas — já uma estrela consagrada — foi fator importante para atrair público, mesmo que a produção não alcançasse as cifras de épicos maiores da época.

A reação da crítica da época foi mista a positiva, com muitos jornalistas valorizando o retrato amplo do conflito entre colonizadores e povos indígenas, e outros apontando limitações narrativas comuns ao gênero. Alguns críticos elogiaram a decisão do filme de adotar um tom um pouco mais compreensivo em relação aos nativos, algo menos comum nos faroestes tradicionais, destacando que o protagonista “não é o típico herói unilateral, mas um homem dividido entre dever e compaixão”.

Outros comentários da imprensa de 1955 observaram a fotografia ampla e os cenários naturais, ressaltando que a filmagem em locações trazia “uma autenticidade visual ao oeste que poucos filmes do gênero naquela temporada apresentaram”. Embora alguns críticos considerassem o roteiro apenas “competente”, a performance de Kirk Douglas como homem duro, resiliente e emocionalmente complexo foi frequentemente citada como um dos pontos mais fortes da obra.

Com o passar das décadas, A Um Passo da Morte consolidou-se como um western clássico de estúdio representativo dos anos 1950, lembrado por sua abordagem relativamente humanista dentro do gênero e pela presença de Douglas no auge de sua popularidade. Hoje ele é visto por cinéfilos como um exemplo sólido de western de meio de década — não um épico monumental, mas uma produção que equilibra ação, conflito e temas morais em uma narrativa tradicional do Oeste americano.

Erick Steve.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A Um Passo da Morte

A Um Passo da Morte 
Esse é um clássico do western americano estrelado pelo astro Kirk Douglas. Na história Johnny Hawks (Kirk Douglas) lidera uma caravana de pioneiros no meio de um território indígena. Embora pacificadas, as tribos do local vivem em tensão com os brancos por causa de minas de ouro recentemente descobertas. Um dos membros da caravana, Wes Todd (Walter Matthau), está particularmente interessado em descobrir o exato local dessas ricas minas. Para isso usará de todos os meios para ter em mãos a localização dessa imensa riqueza mineral. Claro, isso vai criar todos os tipos de disputas e problemas dentro da caravana. Além da ameaça dos nativos, ainda há a ganância dos demais pioneiros.

"A Um Passo da Morte" é uma produção de encher os olhos do espectador. O filme foi todo rodado na maravilhosa reserva natural de Bend, no Estado norte-americano do Oregon. Isso trouxe ao filme uma das mais belas fotografias que já vi em um faroeste dos anos 50. Rios de águas límpidas, montanhas e muito verde desfilam pela tela como um verdadeiro brinde aos espectadores. Junte-se a isso um bom roteiro, socialmente consciente, mostrando o profundo respeito dos índios em relação às riquezas naturais da região e você terá um belo western como resultado final.

O filme é curto, menos de 80 minutos, mas muito eficiente. Um dos destaques é a ótima cena de ataque dos guerreiros Sioux contra o forte do exército americano. Usando de cavalos, flechas e lanças de fogo, os indígenas demonstram ter bastante conhecimento de táticas de guerra e combate. Afinal de contas eram povos guerreiros. A cena é excepcionalmente bem filmada e o próprio forte construído na locação impressiona pelo tamanho e realismo. Certamente não foi uma produção barata, o que era bem do feitio do astro Kirk Douglas que sempre procurou o melhor em termos de produção para seus filmes. Aqui obviamente não seria diferente.

Curiosamente o filme foi dirigido pelo húngaro André de Toth, um cineasta versátil que se saía bem dirigindo os mais diversos tipos de filmes, de faroestes a dramas, passando por alguns clássicos do terror (como "Museu de Cera" ao lado do amigo Vincent Price). Dizem que foi escolhido pelo próprio Kirk Douglas, já que ele tinha também a intenção de dirigir algumas partes do filme, sempre dando opinião no roteiro, etc. Isso levou alguns a afirmarem que o filme foi co-dirigido por Douglas, embora ele não tenha sido creditado na direção. Em conclusão recomendo bastante esse excelente western bucólico, com lindas locações naturais, um belo romance ao fundo e muitas cenas de ação e conflitos. Está mais do que recomendado.

A Um Passo da Morte (The Indian Fighter, Estados Unidos, 1955) Direção: André de Toth / Roteiro: Frank Davis, Robert L. Richards / Elenco: Kirk Douglas, Walter Matthau, Elsa Martinelli, Lon Chaney Jr / Sinopse: Johnny Hawks (Kirk Douglas) lidera uma caravana de pioneiros no meio de um território indígena. Assim que a jornada começa um dos integrantes afirma que está particularmente interessado na localização de minas de ouro na região, criando conflitos, despertando a ambição e ganância dos demais viajantes e pioneiros.

Pablo Aluísio.