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terça-feira, 8 de setembro de 2026

O Rebelde Orgulhoso (1958)

O Rebelde Orgulhoso (1958)
O Rebelde Orgulhoso, título brasileiro de The Proud Rebel, foi lançado nos Estados Unidos em 1º de julho de 1958, sob a direção do lendário Michael Curtiz, responsável por clássicos como Casablanca, Mildred Pierce e The Adventures of Robin Hood. A produção foi realizada por Samuel Goldwyn Jr., através da Formosa Productions, e teve roteiro de Joseph Petracca e Lillie Hayward, baseado na história Journal of Linnett Moore, de James Edward Grant. O elenco reuniu Alan Ladd, Olivia de Havilland, Dean Jagger, David Ladd, Cecil Kellaway e James Westerfield, com o jovem David Ladd, filho de Alan Ladd, recebendo destaque especial.  A história se passa pouco depois do fim da Guerra Civil Americana. O ex-soldado confederado John Chandler retorna ao Sul e descobre que sua casa foi destruída, sua esposa morreu e seu filho pequeno, David, ficou traumatizado depois de testemunhar a tragédia. O menino perdeu completamente a capacidade de falar e seu pai decide levá-lo para o Norte, procurando um médico que possa ajudá-lo. Durante a viagem, Chandler chega a uma pequena comunidade de Illinois e acaba envolvido em um conflito que termina com sua prisão. Uma fazendeira viúva chamada Linnett Moore, interpretada por Olivia de Havilland, paga sua fiança e oferece-lhe trabalho em sua propriedade. Chandler aceita a proposta para conseguir dinheiro e continuar procurando ajuda para o filho, mas a convivência com Linnett e os habitantes da região obriga o antigo confederado a enfrentar o preconceito contra os sulistas derrotados. Aos poucos, o relacionamento entre pai, filho e a determinada fazendeira transforma a jornada de sobrevivência em uma história de reconstrução emocional.

A reação da crítica americana foi predominantemente positiva, especialmente em relação ao aspecto humano da história e às interpretações. A Variety classificou o filme como um "suspenseful and fast-action post-Civil War yarn", destacando que as caracterizações eram um dos principais pontos fortes e que a atuação do jovem David Ladd era especialmente atraente. O The New York Times, através do crítico A. H. Weiler, foi igualmente favorável e chamou a produção de um drama "genuinely sentimental but often moving", além de classificá-la como um "honestly heartwarming drama". Weiler observou que o filme estava mais interessado em revelar a personalidade dos personagens do que em apresentar violência e tiroteios, uma escolha incomum para um western da época. O crítico, porém, apontou algumas irregularidades: considerou que a história era desenvolvida de maneira desigual, que o ritmo diminuía em determinados momentos e que o final feliz podia ser previsto com bastante antecedência. Ainda assim, Weiler considerou essas falhas secundárias diante da força emocional do conjunto. A crítica americana valorizou especialmente a relação entre Alan Ladd e seu filho, que produzia uma dimensão de autenticidade familiar difícil de obter em um filme desse tipo. Olivia de Havilland também recebeu elogios por interpretar uma mulher independente e endurecida pelas circunstâncias, bem diferente das tradicionais heroínas frágeis dos westerns. O resultado foi visto como um faroeste sentimental, mas sincero, capaz de combinar aventura com um estudo de personagens.

Na Europa, The Proud Rebel recebeu uma recepção geralmente favorável, embora tenha permanecido mais conhecido entre os admiradores do western americano do que entre os grandes círculos da crítica. No Reino Unido, o filme chegou aos cinemas em outubro de 1958, enquanto na França recebeu o título Le Fier Rebelle, mantendo a ideia de orgulho e resistência presente no título original.  Na Itália, foi lançado como L'orgoglioso ribelle, e avaliações posteriores do Morandini o classificaram como um western de "bons sentimentos", destacando justamente a redução da violência e a interpretação de Alan Ladd. A produção também despertou interesse por apresentar uma perspectiva menos convencional sobre o período posterior à Guerra Civil. Em vez de concentrar a narrativa em vingança, duelos e confrontos entre Norte e Sul, o filme procura mostrar as dificuldades enfrentadas por pessoas que tentavam reconstruir suas vidas depois da derrota confederada. Essa característica provavelmente contribuiu para sua boa aceitação entre espectadores europeus interessados nos westerns mais dramáticos e humanistas. O filme, entretanto, não alcançou o mesmo impacto internacional de grandes produções do gênero. Também não recebeu indicações ao Oscar, mas a atuação de David Ladd chamou atenção durante a temporada de premiações. No Globo de Ouro de 1959, o jovem ator recebeu uma indicação como Melhor Ator Coadjuvante e também venceu um Prêmio Especial como melhor ator juvenil. Ele ainda recebeu uma Medalha de Ouro Especial do Photoplay Awards, consolidando-se como uma das grandes revelações juvenis de Hollywood naquele período.

Com orçamento estimado em US$ 1,6 milhão, The Proud Rebel foi uma produção independente de Samuel Goldwyn Jr., que teve dificuldades para conseguir financiamento de estúdios e acabou financiando pessoalmente o filme, antes de vender os direitos de distribuição doméstica para a Buena Vista. A própria documentação da AFI registra que Goldwyn originalmente procurou financiamento de aproximadamente US$ 1,2 milhão, mas decidiu assumir pessoalmente um orçamento maior para conseguir realizar o projeto como desejava. Não há números de bilheteria mundial confiáveis e amplamente documentados que permitam estabelecer uma renda total sem recorrer a estimativas pouco seguras. O filme teve, contudo, uma distribuição comercial significativa nos Estados Unidos e posteriormente em diversos mercados internacionais. O nome de Alan Ladd era naturalmente um dos principais atrativos, especialmente depois do sucesso de Shane, e a presença de Olivia de Havilland acrescentava enorme prestígio ao elenco. O público também parece ter respondido positivamente ao aspecto sentimental da história, particularmente à relação entre John e seu filho. A avaliação atual do IMDb está em torno de 7,1/10, enquanto o Rotten Tomatoes apresenta 67% de aprovação da crítica, embora baseado em apenas uma avaliação crítica registrada. Os espectadores que comentam a produção frequentemente destacam a atuação de David Ladd, a fotografia das paisagens de Utah e o caráter emocional do relacionamento entre pai e filho. Assim, mesmo sem se transformar em um fenômeno de bilheteria comparável a grandes westerns da década, o filme conseguiu cumprir sua função como drama de época e permaneceu suficientemente popular para sobreviver à passagem do tempo.

Atualmente, The Proud Rebel é considerado por muitos admiradores do western clássico um filme subestimado dentro da carreira de Alan Ladd. Não possui o mesmo prestígio de Shane, mas apresenta uma proposta bastante diferente e, em alguns aspectos, mais íntima. A direção de Michael Curtiz evita transformar a história em uma sucessão de tiroteios e concentra-se na reconstrução emocional de uma família destruída pela guerra. A atuação de David Ladd continua sendo um dos elementos mais lembrados da produção, especialmente porque o silêncio de seu personagem exige que grande parte das emoções seja transmitida por expressões e gestos. A relação entre Ladd e Olivia de Havilland também é tratada de maneira relativamente madura para os padrões do western familiar dos anos 1950. O filme apresenta ainda uma perspectiva interessante sobre as divisões entre Norte e Sul, mostrando um ex-confederado vivendo em território nortista e enfrentando desconfiança, preconceito e hostilidade. O Turner Classic Movies destaca justamente a longa história de desenvolvimento do projeto por Samuel Goldwyn Jr., que trabalhou durante anos para levar a história às telas. A produção também ganhou uma curiosa segunda vida no cinema indiano: em 1964, o ator e diretor Kishore Kumar realizou Door Gagan Ki Chhaon Mein, inspirado na história de pai e filho do filme americano. Dessa maneira, The Proud Rebel permanece como um western sentimental, humanista e relativamente pouco violento, valorizado principalmente pelas atuações e pela relação entre seus personagens. Embora não esteja entre os títulos mais famosos de Michael Curtiz ou Alan Ladd, é uma obra que merece atenção justamente por mostrar uma faceta mais emocional do western americano.

O Rebelde Orgulhoso (The Proud Rebel, Estados Unidos, 1958) Direção: Michael Curtiz / Roteiro: Joseph Petracca e Lillie Hayward, baseado na história Journal of Linnett Moore, de James Edward Grant / Elenco: Alan Ladd, Olivia de Havilland, Dean Jagger, David Ladd, Cecil Kellaway e James Westerfield / Sinopse: Após a Guerra Civil, um ex-confederado viaja com o filho traumatizado em busca de um médico, mas acaba trabalhando para uma viúva de Illinois e encontrando naquele lugar a possibilidade de reconstruir sua vida e a do menino.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

Encontro com o Diabo (1957)

Encontro com o Diabo (1957)
Encontro com o Diabo, título brasileiro de The Big Land, foi lançado nos Estados Unidos em 23 de fevereiro de 1957, com direção de Gordon Douglas, cineasta que trabalharia em diversos gêneros ao longo de sua carreira, incluindo faroestes, filmes policiais e aventuras. A produção foi realizada pela Jaguar Productions, empresa de Alan Ladd, e distribuída pela Warner Bros., tendo como protagonistas o próprio Alan Ladd, Virginia Mayo e Edmond O'Brien, acompanhados por Anthony Caruso, Julie Bishop, John Qualen e Don Castle. O roteiro foi escrito por David Dortort e Martin Rackin, a partir do romance Buffalo Grass, de Frank Gruber, publicado em 1955. O filme foi rodado em parte nas proximidades de Sonora, na Califórnia, embora sua história se passe principalmente no contexto do Kansas e do Missouri após a Guerra Civil. A narrativa acompanha Chad Morgan, ex-oficial confederado que retorna ao Texas e participa de uma grande condução de gado em direção ao Missouri. Os criadores de gado esperam conseguir bons preços por seus animais, mas encontram um mercado dominado pelo inescrupuloso Brog, que controla o único ponto ferroviário disponível para o transporte da carne. Depois de perceber que não conseguirá prosperar naquele sistema, Chad se une a Joe Jagger, um ex-arquiteto que caiu no alcoolismo, e começa a imaginar uma alternativa. Os dois decidem criar uma nova comunidade no Kansas, ligada à ferrovia, capaz de receber gado e produtos agrícolas. O projeto, porém, ameaça diretamente os interesses de Brog e transforma a construção da nova cidade em uma disputa pela própria sobrevivência.

A recepção da crítica americana foi predominantemente negativa, especialmente entre os principais críticos de jornais e revistas. Bosley Crowther, do The New York Times, foi particularmente duro e escreveu que as expectativas sugeridas pelo título "dribble down the drain", classificando o filme como um faroeste indistinto e criticando a artificialidade tanto da história quanto da atuação de Alan Ladd. Crowther chegou a descrever Ladd como um "pasteboard cutout of the cowboy", uma espécie de figura de papelão do herói que o ator havia interpretado em Shane. A crítica do Los Angeles Times foi igualmente desfavorável, afirmando que o filme era "about as plodding as a western can get and still be called one". A principal reclamação era justamente o ritmo lento, especialmente para um filme que pretendia combinar aventura, conflito de terras, condução de gado e tiroteios. O The New Yorker, entretanto, ofereceu uma crítica mais espirituosa e menos agressiva. John McCarten observou que havia algo relaxante em acompanhar Alan Ladd entre gado, pistoleiros e paisagens do Oeste, mas ironizou a conhecida economia emocional do ator, comparando sua capacidade de não demonstrar sentimentos à de John Wayne. Para McCarten, Ladd permanecia essencialmente um herói de poucas dimensões, embora isso fizesse parte de seu apelo junto ao público. Assim, a crítica americana reconheceu alguns valores de produção e a presença de Ladd, mas considerou o filme convencional demais para se destacar entre os numerosos faroestes produzidos em Hollywood durante os anos 1950.

A recepção internacional também não transformou The Big Land em um clássico do gênero. No Reino Unido, o filme foi lançado com o título Stampeded, uma alteração que procurava enfatizar seu caráter de aventura western e sua história envolvendo uma grande condução de gado. Na França, recebeu o título Les loups dans la vallée, enquanto em outros países europeus também ganhou títulos diferentes, demonstrando a tentativa dos distribuidores de apresentar a produção como um faroeste tradicional de ação. A crítica europeia posterior foi mais interessada em observar o lugar do filme dentro da carreira de Alan Ladd do que em tratá-lo como uma grande realização cinematográfica. Um dos aspectos mais curiosos da produção é que ela foi uma das obras realizadas pela Jaguar Productions, companhia criada por Ladd em 1953, numa tentativa do ator de controlar melhor seus próprios projetos. O filme também possui importância histórica por marcar a estreia cinematográfica dos filhos de Alan Ladd, Alana e David Ladd, embora David tenha se tornado especialmente conhecido no ano seguinte em The Proud Rebel. Outro elemento interessante é a participação de Edmond O'Brien, cuja interpretação de Joe Jagger oferece uma das dimensões mais humanas e descontraídas da produção. Não houve indicações ao Oscar ou ao Globo de Ouro, e The Big Land permaneceu à margem das principais premiações de 1957. Seu reconhecimento posterior veio principalmente de admiradores do faroeste clássico e de estudiosos da carreira de Alan Ladd.

Com duração de aproximadamente 92 minutos, The Big Land era uma produção relativamente enxuta para os padrões dos grandes faroestes americanos dos anos 1950. O orçamento exato não é facilmente encontrado em fontes confiáveis, mas o projeto fazia parte do novo acordo de produção entre a Jaguar Productions de Alan Ladd e a Warner Bros., que previa vários filmes ao longo de alguns anos. A produção teve uma campanha comercial apoiada sobretudo no nome de Ladd, que ainda era associado ao enorme sucesso de Shane, de 1953. O problema era justamente esse: praticamente todos os novos faroestes estrelados pelo ator eram comparados com aquele clássico, e The Big Land não conseguiu alcançar o mesmo impacto. O TCM observa que a comparação com Shane tornou-se inevitável e acabou prejudicando a percepção de vários dos westerns posteriores de Ladd. Não há atualmente um número consolidado e confiável de bilheteria mundial que permita apresentar uma renda total do filme sem correr o risco de reproduzir estimativas frágeis. Entretanto, registros de exibição contemporâneos mostram que a produção teve circulação comercial significativa em várias cidades americanas. O público encontrou aquilo que normalmente esperava de um faroeste de Alan Ladd: cavalgadas, conflitos por terras, gado, romance, vilões violentos e um confronto final. A recepção popular posterior também é moderada: o IMDb registra aproximadamente 6,3/10, enquanto o Rotten Tomatoes apresenta apenas 36% de aprovação crítica, embora a amostragem seja extremamente pequena. Portanto, comercialmente o filme cumpriu sua função como entretenimento de gênero, mas não se transformou em um dos grandes sucessos da carreira de Ladd.

Atualmente, The Big Land é visto principalmente como um faroeste de segunda linha dentro da filmografia de Alan Ladd, mas isso não significa que seja desprovido de interesse. O filme possui uma importância especial para quem deseja acompanhar a fase em que Ladd tentou assumir maior controle sobre sua carreira através da Jaguar Productions. A própria Turner Classic Movies reconhece que, apesar das críticas negativas de Bosley Crowther, admiradores de Ladd e do gênero podem encontrar prazer na produção, particularmente nas cenas de condução de gado e no trabalho do veterano diretor de fotografia John F. Seitz. Seitz havia trabalhado em clássicos como Double Indemnity, The Lost Weekend, Sunset Boulevard e This Gun for Hire, e sua presença dá ao filme uma qualidade visual superior àquela que sua reputação crítica poderia sugerir. Também chama atenção a tentativa de apresentar a construção de uma cidade e de uma nova rota comercial como o verdadeiro objetivo do herói, em vez de simplesmente contar uma história de vingança. Chad Morgan não deseja inicialmente matar seus inimigos; sua experiência na Guerra Civil fez com que rejeitasse a violência. Essa característica dá ao personagem uma dimensão interessante, ainda que o roteiro acabe conduzindo inevitavelmente ao tradicional duelo final. O filme também registra um momento importante da carreira de Alan Ladd, poucos anos depois de Shane e pouco antes de produções como The Proud Rebel e The Badlanders. Assim, embora esteja longe dos grandes clássicos do western, The Big Land permanece uma peça curiosa do cinema de gênero dos anos 1950, especialmente para os admiradores de Ladd e para quem se interessa pela evolução do faroeste americano no período.

Encontro com o Diabo (The Big Land, Estados Unidos, 1957) Direção: Gordon Douglas / Roteiro: David Dortort e Martin Rackin, baseado no livro Buffalo Grass, de Frank Gruber / Elenco: Alan Ladd, Virginia Mayo, Edmond O'Brien, Anthony Caruso, Julie Bishop e John Qualen / Sinopse: Após descobrir que um poderoso comerciante controla o mercado de gado do Missouri, um ex-oficial confederado decide construir uma nova cidade e uma ligação ferroviária no Kansas, enfrentando a violenta reação de seus inimigos.

Pablo Aluísio e Erick Steve. 

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Homens das Terras Bravas

Homens das Terras Bravas
Depois de trabalhar em “Os Brutos Também Amam” o ator Alan Ladd poderia ter se aposentado do gênero, afinal esse foi um dos mais marcantes filmes de western da história do cinema americano. Depois de fazer algo tão maravilhoso assim ele realmente não precisava mesmo fazer mais nada. Porém para a alegria de seu vasto fã clube o ator resolveu seguir em frente estrelando outros faroestes, mantendo-se fiel ao estilo até o fim de sua carreira. Entre os bons westerns que estrelou esse “Homens das Terras Bravas” é dos mais interessantes. O filme começa com os personagens interpretados por Alan Ladd e Ernest Borgnine presos na famosa prisão de Yuma (sempre citada em filmes de faroeste, basta lembrar do clássico de Glenn Ford). O personagem de Ladd é um engenheiro de minas que foi condenado por ter supostamente roubado uma pepita de ouro numa mina em que trabalhava. Ele alega inocência e diz que tudo foi armação do xerife da cidade que não gostava dele. Já Ernest Borgnine está preso por assassinato. Homem rude, não aceitou levar desaforos para casa. Depois de cumprirem suas penas são finalmente colocados em liberdade.

Peter Van Hoek, vulgo 'The Dutchman' (Alan Ladd) decide voltar então para a cidade onde foi preso. Alega que gosta do local mas na verdade ele tem um plano a seguir em sua mente. Inocente ou não, ele agora quer ir para a desforra e monta um grupo para assaltar a mesma mina em que foi acusado de roubo anos atrás. Para isso conta com a preciosa ajuda de John 'Mac' McBain (Ernest Borgnine), pois afinal já o conhecia da prisão. Completando o trio um especialista em dinamites também entra nos planos do roubo da mina. A idéia é colocar as mãos no ouro, vendê-lo a um homem poderoso da região e saír da cidade o mais rapidamente possível. O problema é que as coisas não saem exatamente conforme foram planejadas.

Filmes sobre roubos sempre mantém o interesse do espectador. Esse aqui se aproveita bem dessa situação. Há o planejamento inicial, a execução do plano e os problemas e adversidades que vão surgindo conforme eles colocam tudo em ação. O personagem de Alan Ladd tem também um atrativo a mais. No começo o espectador é levado a crer em sua inocência, afinal ele jura ser inocente de todas as acusações. Mas conforme o filme avança essa certeza dá lugar a dúvidas sobre seu real caráter. Ladd quase sempre interpretou papéis de homens íntegros, virtuosos nas telas e ver o ator em um personagem assim se torna muito interessante. No final das contas temos aqui uma excelente fusão de gêneros (western e aventura) que certamente não vai decepcionar nem o fã de Alan Ladd e nem muito menos os amantes do gênero. Está bem recomendado.

Homens das Terras Bravas (The Badlanders, EUA, 1958) Direção: Delmer Daves / Roteiro: Richard Collins, baseado na novela de W.R. Burnett / Elenco: Alan Ladd, Ernest Borgnine, Katy Jurado / Sinopse: Após sair da prisão por um crime que jura não ter cometido um engenheiro de minas (Alan Ladd) e um comparsa (Ernest Borgnine) decidem roubar o ouro de uma mina na região seguindo um elaborado plano de ação.

Pablo Aluísio.

O Rebelde Orgulhoso

O Rebelde Orgulhoso 
Aqui temos mais um western clássico. A história se passa após o fim da guerra civil americana. John Chandler (Alan Ladd) se encontra completamente arruinado. Sua fazenda foi queimada pelos ianques, sua esposa foi morta na frente de seu pequeno filho que, traumatizado, nunca mais conseguiu falar. Ex-combatente da confederação, dos estados do sul, ele decide então ir até o norte em busca de uma cura para o garoto. O caminho porém não será fácil, pois ele passa a ser hostilizado por onde passa uma vez que é tratado como “rebelde” apenas por ser sulista, por ter sido um soldado confederado. Na busca por um tratamento para seu filho David (David Ladd), o pai obstinado acaba chegando numa cidadezinha na fronteira entre norte e sul. Lá, como sempre, é alvo de provocações, indo parar na cadeia após trocar socos com uns valentões locais. Tentando lhe ajudar de alguma forma, a fazendeira Lnett Moore (Olivia de Havilland) resolve pagar a fiança em troca do trabalho de Chandler em sua propriedade. O problema é que a fazenda é alvo dos irmãos Burleighs que cobiçam a região para pasto de seu rebanho. Após alguns ataques covardes (onde o bando de bandidos incendeia parte do rancho), Chandler resolve desafiar os criminosos, levando todos para uma disputa final de vida ou morte.

Esse é sem dúvida um dos melhores filmes de western da carreira de Alan Ladd. Com um roteiro que faz lembrar em certos momentos de “Os Brutos Também Amam”, o filme consegue conciliar drama, romance e ação nas doses certas. O ator Alan Ladd novamente incorpora um personagem integro, honrado e honesto que deseja apenas que seu filho volte a falar. Curiosamente o ator mirim David Ladd era de fato o próprio filho do ator, repetindo nas telas aquilo que era na vida real. O garotinho mostra muita desenvoltura em seu papel, criando um vinculo emocional bastante forte com o espectador.

O roteiro é muito bem escrito, e tira proveito de toda a situação com muita eficiência. Para os que gostam de animais, o filme ainda traz um pequeno cão pastor que acaba roubando várias cenas com seu adestramento. A disputa por ele acaba sendo um ponto crucial para todos os personagens na estória. É interessante notar ainda como Alan Ladd foi provavelmente o cowboy mais romântico do western americano em sua fase de ouro no cinema. Todos os seus personagens possuíam algo em comum, pois eram heróis trágicos, errantes, à procura de um lugar para recomeçar a vida (muitas vezes partindo praticamente do zero). O cineasta Michael Curtiz (um dos maiores nomes do cinema clássico americano) soube muito bem aproveitar dessa característica de Ladd aqui, mostrando mais uma vez toda sua elegância e seu talento, em um faroeste realmente muito bom, acima da média. Grande filme. Um belo momento da carreira de Alan Ladd, que aqui surge mais uma vez em sua quintessência.

O Rebelde Orgulhoso (The Proud Rebel, Estados Unidos, 1958) Direção: Michael Curtiz / Roteiro: Joseph Petracca, Lillie Hayward / Elenco: Alan Ladd, Olivia de Havilland, Dean Jagger, David Ladd, Harry Dean Stanton, John Carradine / Sinopse: Após o fim da guerra civil dos Estados Unidos, um ex-soldado confederado se arrisca a ir até o norte em busca de tratamento para seu filho que ficou sem falar após passar por um grande trauma. No caminho acaba se envolvendo numa luta por terras numa pequena cidade na fronteira entre norte e sul.

Pablo Aluísio.

Encontro com o Diabo

Título no Brasil: Encontro com o Diabo
Título Original: The Big Land
Ano de Lançamento: 1957
País: Estados Unidos
Estúdio: Warner Bros
Direção: Gordon Douglas
Roteiro: Frank Gruber, David Dortort
Elenco: Alan Ladd, Virginia Mayo, Edmond O'Brien, Anthony Caruso, Julie Bishop, John Qualen

Sinopse:
Após a Guerra Civil, a amargura permaneceu entre sulistas e nortistas. A fim de abastecer as cidades do leste com carne bovina, os ex-confederados do Texas levam seus rebanhos para as ferrovias. Depois de uma longa e difícil viagem de gado pelas Bad Lands, o ex-oficial confederado Chad Morgan (Alan Ladd) e seus parceiros chegam a uma ferrovia no Missouri, onde um comprador de gado corrupto e seu grupo de pistoleiros se oferecem para comprar os rebanhos dos texanos por uma quantia irrisória. Não demora muito e uma situação de conflito surge entre todos eles.

Comentários:
Depois do sucesso do filme "Os Brutos Também Amam" o ator Alan Ladd iria retornar ao gênero western, mais cedo ou mais tarde. E o fez em grande estilo com esse filme realmente muito bom. Seu personagem seguia na mesma linha, era um cowboy calmo, cortês, educado, até mesmo fino e elegante ao seu próprio modo, mas que sabia agir com armas de fogo quando isso se tornava necessário. Ele é um criador de gado, homem íntegro e honesto, que acaba tendo que lidar com um bando de facínoras que está obviamente de olho em sua manada. Se der o passo errado e mostrar algum tipo de fraqueza, será morto e seu gado roubado. O roteiro do filme, muito bom aliás, deixa claro que apesar do fim da guerra civil os problemas entre nortistas e sulistas continuavam, pois todos estavam à flor da pele, prestes a explodir em acessos de fúria e violência extrema, ao menor sinal de provocação mútua. Além disso os sulistas se ressentiam demais por terem perdido a guerra, o que tornava tudo ainda mais explosivo. Um excelente filme de western. Ótimo item para se ter em sua coleção pessoal de filmes de faroeste clássico. 

Pablo Aluísio.


terça-feira, 9 de junho de 2026

Alan Ladd - Shane (1953)

Alan Ladd - Shane (1953)
O filme Os Brutos Também Amam (Shane) foi lançado em 23 de abril de 1953, dirigido por George Stevens e estrelado por Alan Ladd, Jean Arthur, Van Heflin, Brandon De Wilde, Jack Palance e Ben Johnson. Baseado no romance de Jack Schaefer, o filme conta a história de Shane, um misterioso pistoleiro que chega a uma pequena comunidade de fazendeiros no Wyoming. Procurando deixar para trás seu passado violento, ele encontra trabalho na fazenda da família Starrett e rapidamente conquista a admiração do jovem Joey Starrett. No entanto, a paz da região está ameaçada por um poderoso criador de gado que tenta expulsar os pequenos proprietários de suas terras. À medida que a tensão aumenta, Shane percebe que talvez seja impossível escapar completamente da violência que marcou sua vida. O filme combina ação, drama e reflexão moral, explorando temas como heroísmo, sacrifício e o fim do Velho Oeste. A relação entre Shane e o garoto Joey tornou-se uma das mais emocionantes do gênero. Assim, Os Brutos Também Amam transformou-se em um dos westerns mais influentes da história do cinema.

Quando foi lançado, Os Brutos Também Amam recebeu uma recepção crítica extraordinariamente positiva. O The New York Times descreveu o filme como “um western de rara beleza e profunda emoção humana”. Já o Los Angeles Times destacou que George Stevens havia elevado o gênero a um novo patamar artístico. A revista Variety elogiou a produção como “uma obra de primeira classe, combinando espetáculo visual e intensidade dramática”. Muitos críticos ficaram impressionados com a fotografia das montanhas de Wyoming, a qualidade do roteiro e a abordagem mais séria dos conflitos morais. A atuação de Alan Ladd recebeu elogios por sua contenção e elegância, enquanto o jovem Brandon De Wilde foi amplamente celebrado por sua interpretação comovente. O filme foi visto como muito mais do que um simples western de ação. A crítica reconheceu sua profundidade emocional e sua sofisticação temática. Dessa forma, o longa conquistou aclamação quase unânime.

A consagração crítica tornou-se ainda mais evidente durante a temporada de premiações. Os Brutos Também Amam recebeu seis indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor para George Stevens e Melhor Ator Coadjuvante para Brandon De Wilde e Jack Palance. O filme venceu o Oscar de Melhor Fotografia em Cores, graças ao magnífico trabalho de Loyal Griggs. Muitos críticos consideraram que a obra deveria ter conquistado ainda mais estatuetas. Publicações como The New Yorker destacaram a capacidade do filme de combinar o mito do pistoleiro solitário com uma sensibilidade humana incomum para o gênero. A figura de Shane passou a ser vista como um dos arquétipos definitivos do herói do western. Ao longo das décadas, a reputação crítica do filme apenas cresceu. Hoje ele é frequentemente incluído em listas dos maiores westerns já produzidos. Sua influência sobre gerações de cineastas é imensa.

Do ponto de vista comercial, Os Brutos Também Amam foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido pela Paramount Pictures, o filme arrecadou valores expressivos para a época e tornou-se uma das produções mais lucrativas de 1953. O público respondeu com entusiasmo à combinação de ação emocionante, personagens memoráveis e paisagens espetaculares. Alan Ladd encontrava-se no auge de sua popularidade e atraiu multidões aos cinemas. O filme também teve excelente desempenho internacional, contribuindo para ampliar o prestígio do western americano em diversos países. Relançamentos posteriores e exibições televisivas ajudaram a manter sua popularidade durante décadas. O público desenvolveu um carinho especial pelo personagem Shane e pelo emocionante desfecho da história. Assim, seu impacto comercial foi tão significativo quanto seu sucesso crítico. O filme consolidou-se como um dos grandes êxitos do gênero.

Atualmente, Os Brutos Também Amam é amplamente considerado uma obra-prima do western clássico. Muitos historiadores do cinema o apontam como um dos filmes que ajudaram a transformar o western em um gênero respeitado artisticamente. A atuação de Alan Ladd permanece como a mais célebre de sua carreira, e a imagem do pistoleiro solitário cavalgando em direção ao horizonte tornou-se um dos símbolos mais duradouros do cinema americano. O filme continua sendo estudado por sua construção visual, seus temas de redenção e sua reflexão sobre a violência. A famosa frase final de Joey — "Shane! Shane! Volte!" — permanece entre os momentos mais emocionantes da história do cinema. Críticos modernos continuam elogiando a direção de George Stevens e a profundidade emocional da narrativa. Dessa forma, sua reputação permanece extraordinária. Os Brutos Também Amam continua sendo uma referência fundamental para todo o gênero western.

Os Brutos Também Amam (Shane, Estados Unidos, 1953) Direção: George Stevens / Roteiro: A. B. Guthrie Jr., baseado no romance Shane, de Jack Schaefer / Elenco: Alan Ladd, Jean Arthur, Van Heflin, Brandon De Wilde, Jack Palance e Ben Johnson / Sinopse: Um misterioso pistoleiro tenta abandonar seu passado violento ao ajudar uma família de fazendeiros ameaçada por poderosos criadores de gado, tornando-se um herói relutante em uma comunidade do Oeste americano.

Erick Steve. 

Alan Ladd - Whispering Smith (1948)

Alan Ladd - Whispering Smith (1948)
O filme Whispering Smith (Abrutes Humanos, no Brasil) foi lançado em 1º de julho de 1948, dirigido por Leslie Fenton e estrelado por Alan Ladd, Robert Preston, Brenda Marshall, Donald Crisp, William Demarest e Frank Faylen. Baseado no romance de Frank H. Spearman, o filme se passa durante a expansão das ferrovias no oeste americano. A história acompanha Luke "Whispering" Smith (Alan Ladd), um agente especial das estradas de ferro encarregado de combater criminosos, ladrões de carga e sabotadores que ameaçam a segurança das linhas férreas. Smith é conhecido por sua coragem, honestidade e habilidade em lidar com situações perigosas. Entretanto, sua missão torna-se particularmente difícil quando seu melhor amigo, Murray Sinclair, passa para o lado da criminalidade. Dividido entre a amizade e o dever, Smith precisa decidir até onde está disposto a ir para fazer cumprir a lei. O filme combina elementos clássicos do western com o universo das ferrovias, muito popular no cinema da época. Assim, Whispering Smith apresenta uma história de amizade, lealdade e justiça em meio à conquista do Oeste.

Quando foi lançado, Whispering Smith recebeu uma recepção crítica muito positiva. O The New York Times elogiou o filme como “um western vigoroso e inteligente, com excelentes interpretações e forte senso dramático”. Já o Los Angeles Times destacou a atuação de Alan Ladd, observando que o ator entregava “uma de suas performances mais maduras e convincentes”. A revista Variety descreveu o longa como “uma produção de primeira linha, com ação constante e valores de produção impressionantes”. Muitos críticos elogiaram a forma como o filme conseguia equilibrar cenas de ação espetaculares com conflitos emocionais genuínos. A amizade entre os personagens de Ladd e Robert Preston foi considerada um dos pontos mais fortes da narrativa. A fotografia em Technicolor também recebeu elogios por valorizar as paisagens do oeste americano. Dessa forma, a crítica reconheceu o filme como um dos westerns mais bem realizados de sua época.

A recepção crítica continuou favorável ao longo das décadas. Muitos estudiosos do gênero passaram a considerar Whispering Smith um dos filmes mais importantes da carreira de Alan Ladd. Publicações especializadas frequentemente destacam o longa como um exemplo da evolução do western após a Segunda Guerra Mundial, quando os personagens começaram a apresentar maior complexidade psicológica. Críticos posteriores elogiaram especialmente o conflito moral vivido pelo protagonista, algo relativamente sofisticado para o gênero naquele período. A direção de Leslie Fenton também foi reavaliada positivamente por sua eficiência narrativa. Embora o filme não tenha recebido indicações importantes ao Oscar, conquistou respeito duradouro entre historiadores do cinema. A combinação de western tradicional com drama humano ajudou a diferenciá-lo de muitas produções contemporâneas. Assim, sua reputação crítica cresceu ao longo do tempo. Hoje é frequentemente citado entre os melhores westerns estrelados por Alan Ladd.

Do ponto de vista comercial, Whispering Smith foi um sucesso expressivo para a Paramount Pictures. Alan Ladd era uma das maiores estrelas de Hollywood no final dos anos 1940, e sua presença garantiu forte interesse do público. O filme teve excelente desempenho nas bilheterias americanas e ajudou a consolidar a popularidade dos westerns ambientados em torno das ferrovias. Os espectadores responderam positivamente tanto às cenas de ação quanto ao drama envolvendo os personagens principais. A produção também foi beneficiada pelo uso do Technicolor, que ainda representava um atrativo especial para o público da época. Posteriormente, exibições televisivas contribuíram para ampliar ainda mais sua audiência. O filme permaneceu popular entre fãs do gênero durante décadas. Assim, seu desempenho comercial foi considerado um sucesso importante. O longa reforçou a posição de Alan Ladd como um dos grandes astros do western.

Atualmente, Whispering Smith é considerado um dos westerns clássicos mais respeitados do final da década de 1940. Embora não possua a fama de obras como High Noon ou The Searchers, é frequentemente lembrado por sua qualidade narrativa e pela excelente atuação de Alan Ladd. Críticos modernos destacam o equilíbrio entre ação, drama e desenvolvimento de personagens. A relação entre Smith e Murray continua sendo vista como um dos aspectos mais interessantes da história. O filme também é valorizado por retratar o papel das ferrovias na expansão do Oeste americano. Sua fotografia colorida permanece impressionante para os padrões da época. Novas gerações de fãs de western continuam descobrindo a obra através de restaurações e lançamentos em mídia doméstica. Dessa forma, sua reputação permanece sólida. Whispering Smith continua sendo uma referência importante dentro da filmografia de Alan Ladd e do western clássico americano.

Abutres Humanos (Whispering Smith, Estados Unidos, 1948) Direção: Leslie Fenton / Roteiro: Frank Butler e Karl Tunberg, baseado no romance Whispering Smith, de Frank H. Spearman / Elenco: Alan Ladd, Robert Preston, Brenda Marshall, Donald Crisp, William Demarest e Frank Faylen /
Sinopse: Um agente especial das ferrovias combate criminosos no Oeste americano, mas enfrenta seu maior desafio quando seu melhor amigo passa a integrar o lado da ilegalidade, colocando amizade e dever em rota de colisão.

Erick Steve. 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Alan Ladd e o Western

Alan Ladd e o Western
Ao longo de sua carreira em Hollywood, Alan Ladd tornou-se um dos rostos mais marcantes do cinema de faroeste. Embora tenha alcançado fama inicial em filmes policiais e dramas de suspense durante os anos 1940, foi no western que encontrou alguns de seus papéis mais memoráveis e duradouros. Com sua aparência discreta, voz suave e estilo contido de interpretação, Ladd construiu personagens que se diferenciavam dos heróis expansivos e falantes comuns do gênero. Seus protagonistas costumavam ser homens solitários, marcados por conflitos internos e guiados por um forte senso de honra. Essa combinação ajudou a consolidá-lo como uma das grandes estrelas do western clássico americano.

O filme que melhor simboliza sua contribuição ao gênero é Shane, considerado por muitos críticos um dos maiores faroestes já produzidos. Na obra, Alan Ladd interpreta Shane, um misterioso pistoleiro que chega a uma comunidade de fazendeiros ameaçada por poderosos criadores de gado. O personagem procura abandonar seu passado violento, mas acaba sendo forçado a empunhar novamente as armas para defender os inocentes. A atuação de Ladd, marcada pela serenidade e pelo olhar melancólico, tornou-se referência para gerações de atores. O sucesso do filme foi enorme e sua influência pode ser percebida em inúmeros westerns posteriores, além de obras modernas inspiradas na figura do herói errante.

Antes de “Shane”, Alan Ladd já havia conquistado espaço no gênero com produções como Whispering Smith, no qual interpretou um agente ferroviário encarregado de combater o crime no Velho Oeste. O filme destacou-se por apresentar um herói mais humano e vulnerável do que os tradicionais cowboys invencíveis da época. Outro trabalho importante foi Branded, onde viveu um aventureiro envolvido em uma trama de identidade falsa e disputas por herança. Esses filmes ajudaram a definir a imagem de Ladd como um protagonista sério e determinado, capaz de transmitir emoções profundas sem recorrer a exageros.

Durante a década de 1950, o ator continuou participando de produções de destaque, como Saskatchewan, ambientado na fronteira canadense, e Drum Beat, dirigido por Delmer Daves. Nessas obras, Ladd mostrou versatilidade ao interpretar personagens envolvidos em conflitos entre colonos, militares e povos indígenas. Embora muitos westerns da época seguissem fórmulas tradicionais, seus filmes frequentemente procuravam apresentar dilemas morais mais complexos e personagens menos simplistas. Isso contribuiu para que sua filmografia fosse respeitada tanto pelo público quanto pelos estudiosos do gênero.

A importância de Alan Ladd para o western permanece evidente até os dias atuais. Seu estilo econômico de atuação influenciou inúmeros intérpretes e ajudou a moldar o arquétipo do pistoleiro silencioso que se tornaria tão popular nas décadas seguintes. Filmes como “Shane” continuam sendo exibidos, estudados e admirados por amantes do cinema em todo o mundo. Ao lado de nomes como John Wayne, Gary Cooper e James Stewart, Alan Ladd ocupa um lugar de destaque na história do faroeste americano, sendo lembrado como um dos artistas que melhor representaram os valores de coragem, justiça e integridade que marcaram a era de ouro do western hollywoodiano.

Erick Steve. 

Alan Ladd - Saskatchewan (1954)

Alan Ladd - Saskatchewan (1954)
O filme Saskatchewan foi lançado em 30 de julho de 1954, dirigido por Raoul Walsh e estrelado por Alan Ladd, Shelley Winters, J. Carrol Naish, Hugh O'Brian, Robert Douglas e Richard Long. Ambientado nas vastas planícies canadenses da década de 1870, o filme acompanha Tom O'Rourke, um batedor e ex-guia do Exército que procura evitar um conflito sangrento entre colonos brancos, a Polícia Montada do Canadá e tribos indígenas. Em meio a crescentes tensões na região de Saskatchewan, O'Rourke tenta mediar os interesses de diferentes grupos, enfrentando preconceitos, ambições políticas e ameaças de guerra. A trama é inspirada livremente nos acontecimentos que cercaram a Rebelião do Noroeste, embora tome diversas liberdades históricas. O filme combina aventura, ação e drama de fronteira. A paisagem canadense desempenha papel importante na narrativa, oferecendo um cenário grandioso para a história. Alan Ladd interpreta um herói típico dos faroestes da época: corajoso, diplomático e determinado. Assim, Saskatchewan apresenta um western diferenciado por seu cenário canadense e sua abordagem dos conflitos entre culturas.

Quando foi lançado, Saskatchewan recebeu uma recepção crítica moderadamente positiva. O The New York Times destacou a beleza visual da produção e observou que o filme oferecia “aventura sólida em um cenário pouco explorado pelos westerns americanos”. Já o Los Angeles Times elogiou a direção de Raoul Walsh, ressaltando sua habilidade em conduzir cenas de ação e paisagens épicas. A revista Variety comentou que o filme era “um western vigoroso e bem produzido, beneficiado pela presença confiável de Alan Ladd”. Muitos críticos elogiaram as filmagens em locações naturais e a fotografia em Technicolor. No entanto, alguns apontaram que a história seguia fórmulas tradicionais do gênero e não aprofundava suficientemente seus temas históricos. A atuação de Alan Ladd foi considerada eficiente e consistente com sua imagem de astro do western. A crítica geral viu o filme como entretenimento de qualidade, ainda que não revolucionário. Dessa forma, a recepção inicial foi favorável, sem atingir níveis de aclamação.

Nos anos seguintes, Saskatchewan passou a ser visto como uma produção representativa da fase madura dos westerns da década de 1950. Embora não tenha recebido indicações importantes ao Oscar ou ao Globo de Ouro, o filme conquistou respeito entre admiradores do gênero. Críticos posteriores destacaram a tentativa de apresentar os povos indígenas de maneira relativamente mais equilibrada do que muitos westerns produzidos anteriormente. Publicações especializadas em cinema clássico frequentemente mencionam o longa como um dos trabalhos sólidos de Raoul Walsh durante esse período. A direção dinâmica, a fotografia colorida e as cenas de batalha continuam sendo aspectos elogiados. Alguns estudiosos observam que o filme reflete as mudanças graduais que o gênero western começava a experimentar em relação à representação histórica. Assim, embora não seja considerado uma obra-prima, Saskatchewan conquistou uma reputação respeitável entre os fãs do cinema de fronteira. Sua avaliação crítica tornou-se ligeiramente mais positiva com o passar do tempo.

Do ponto de vista comercial, Saskatchewan teve um desempenho satisfatório nas bilheterias. Produzido pela Universal Pictures, o filme beneficiou-se da popularidade de Alan Ladd, que era uma das maiores estrelas do gênero western na época. O público respondeu bem à combinação de ação, romance e aventura histórica. As belas locações e o uso do Technicolor ajudaram a atrair espectadores. Embora não tenha figurado entre os maiores sucessos do ano, o longa gerou receita suficiente para ser considerado um resultado positivo para o estúdio. O filme também encontrou audiência em mercados internacionais, especialmente em países onde os westerns americanos eram extremamente populares. Posteriormente, exibições televisivas contribuíram para ampliar seu alcance. Assim, o desempenho comercial confirmou o apelo duradouro de Alan Ladd junto ao público. O filme consolidou-se como uma produção bem-sucedida dentro de seu segmento.

Atualmente, Saskatchewan é lembrado como um western clássico competente e visualmente atraente. Embora não possua a mesma fama de obras maiores do gênero, continua sendo apreciado por colecionadores, historiadores do cinema e admiradores de Alan Ladd. A direção segura de Raoul Walsh e a fotografia colorida permanecem entre os aspectos mais valorizados. O filme também desperta interesse por apresentar um raro western ambientado no Canadá, fugindo do cenário tradicional do Velho Oeste americano. Críticos modernos reconhecem suas limitações narrativas, mas elogiam seu ritmo eficiente e sua produção caprichada. A atuação de Alan Ladd continua sendo vista como um exemplo típico de seu estilo elegante e carismático. Dessa forma, o longa preserva uma reputação sólida entre os clássicos do gênero. Saskatchewan permanece uma obra interessante para quem aprecia os grandes westerns dos anos 1950.

Pacto de Honra (Saskatchewan, Estados Unidos, 1954) Direção: Raoul Walsh / Roteiro: Gil Doud e Frank Davis, baseado em história de Gil Doud / Elenco: Alan Ladd, Shelley Winters, J. Carrol Naish, Hugh O'Brian, Robert Douglas e Richard Long / Sinopse: Um batedor tenta evitar uma guerra entre colonos, a Polícia Montada do Canadá e tribos indígenas nas fronteiras canadenses do século XIX, enfrentando intrigas políticas e conflitos culturais.

Erick Steve. 

Pacto de Honra

Título no Brasil: Pacto de Honra
Título Original: Saskatchewan
Ano de Produção: 1954
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Raoul Walsh
Roteiro: Gil Doud
Elenco: Alan Ladd, Shelley Winters, J. Carrol Naish, Hugh O'Brian, Robert Douglas, George J. Lewis

Sinopse:
A história do filme se passa em 1877, na fronteira entre Canadá e Estados Unidos. Thomas O'Rourke (Alan Ladd), um oficial da fronteira, se revolta contra um superior sem qualificação para o cargo, por causa de rotas usadas por nativos hostis.

Comentários:
Um faroeste diferente dos anos 50, todo filmado nas belas reservas naturais de Alberta, Canadá. Na época a grande maioria dos filmes de western eram rodados no rancho da Universal em Los Angeles mesmo. Então foi uma produção bem mais cara e ambiciosa do que o habitual. Alan Ladd, como de costume, interpretou um protagonista injustiçado, nunca compreendido totalmente. Ele gostava de interpretar personagens assim, um tanto torturados, com problemas que não conseguia lidar completamente. O filme, como era de se esperar, tem uma linda fotografia, com as belas montanhas e paisagens do inverno canadense ao fundo. Um colírio para os olhos dos cinéfilos. Não é tão movimentado em termos de ação, mas traz um interessante jogo psicológico entre o personagem de Ladd e seu superior. Um bom filme, hoje pouco lembrado.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Rajadas de Ódio

Rajadas de Ódio
Muitas vezes a paz é simplesmente impossível. Isso é o que tenta mostrar o excelente western "Rajadas de Ódio". Na trama somos apresentados a Johnny MacKay (Alan Ladd) que é enviado pelo presidente Grant para uma região remota do Oeste com o objetivo de pacificar o local. Para isso ele deve usar de todos os meios diplomáticos possíveis, inclusive procurando pessoalmente o chefe rebelde conhecido como "Capitão Jack" (Charles Bronson). Os problemas começam logo na viagem aonde sua diligência é atacada e uma das passageiras, uma senhora inocente, é morta covardemente por um dos homens de Jack.

A partir daí as coisas parecem ir de mal a pior. Embora com toda a boa vontade do mundo Johnny enfrentará muitas dificuldades em alcançar a paz simplesmente porque esse não é o desejo do Capitão Jack e seu bando de Apaches selvagens. Quando uma das partes não aceita e nem quer a paz ela se torna simplesmente impossível. Uma das coisas mais corajosas de "Rajadas de Ódio" é o fato de seu roteiro ser extremamente bem intencionado, pacifista, muito ideológico, algo que realmente chama a atenção em um faroeste da década de 1950.

O elenco é liderado pelo sempre correto Alan Ladd. Seu personagem, um delegado de paz, vem bem a calhar aos tipos que Ladd geralmente interpretava em seus filmes. Ele sempre aparecia em cena como o bom Cowboy, de boa índole e coração de ouro mas que na necessidade também sabia usar de suas armas para impor novamente a ordem no local. Esse tipo de personagem faz parte da mitologia do velho oeste em vários filmes, livros e histórias e Alan Ladd encarnava com perfeição esse tipo de "cavalheiro de esporas".

O filme foi dirigido pelo competente Delmer Daves, um diretor que sempre gostei. Fino e elegante fez vários faroestes para os estúdios Warner, todos com muita competência. Pouco tempo depois da realização desse "Rajadas de Ódio" encontraria em Glenn Ford uma grande parceria em westerns de sucesso. Em conclusão indico esse bem intencionado faroeste para os apreciadores de bons roteiros, principalmente os que trazem em seu conteúdo uma mensagem subliminar positiva e edificante. Nesse aspecto a mensagem de "Rajadas de Ódio" tocará fundo nos pacifistas por convicção.


Rajadas de Ódio (Drum Beat, Estados Unidos, 1954) Direção: Delmer Daves / Roteiro: Delmer Daves / Elenco: Alan Ladd, Charles Bronson, Audrey Dalton, Marisa Pavan / Sinopse: Na trama somos apresentados a Johnny MacKay (Alan Ladd) que é enviado pelo presidente Grant para uma região remota do Oeste com o objetivo de pacificar o local. Para isso ele deve usar de todos os meios diplomáticos possíveis, inclusive procurando pessoalmente o chefe rebelde conhecido como "Capitão Jack" (Charles Bronson).

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Os Brutos Também Amam

Os Brutos Também Amam
Quando eu era garoto, ouvi certa vez meu pai dizer que o filme "Os Brutos Também Amam" (Shane - 1953) era um faroeste diferente. Aquela opinião ficou anos martelando em minha cabeça. E, quando alguns anos mais tarde, assisti ao famoso western, concordei com meu pai. O clássico, baseado no best-seller de Jack Schaefer, é um dos maiores e mais emocionantes faroestes já produzidos. E o sucesso não foi à toa. "Shane" é um faroeste realmente diferente e emocionante que foi pensado e carinhosamente engendrado em cima de valores morais raros para aquela época, como: amizade, lealdade e honra. O início do filme é de uma beleza rara, onde a natureza exuberante faz as honras da casa, desfilando, um a um, os astros do filme. O silencioso Shane (Alan Ladd) abre o clássico cavalgando, lentamente, sob as bençãos e a beleza indizível da cordilheira de Grand Tetons no Vale do Wyoming. O forasteiro, solitário e caladão, chega bem devagar ao pequeno rancho parnasiano da família Starrett, tendo como testemunha o pequeno par de olhos curiosos do pequeno Joey Starrett (Brandon De Wilde). Shane é calado e de poucas palavras - ele fala apenas o que interessa deixando sempre no ar um duvidoso passado do qual está claramente tentando esquecer. Apesar da enorme introspecção e doses cavalares de mistério, Shane só quer um pouco de água, comida e descanso, em troca de trabalho.

Aos poucos, o pistoleiro, semelhante a um diácono, vai conquistando a amizade e a confiança da família Starrett, mas principalmente do pequeno Joey que se encanta pelo forasteiro. Em pouco tempo, Shane já é quase um membro da família, ajudando o patriarca Joe Starrett (Van Heflin) nos trabalhos mais pesados, e também nas horas vagas, ajudando o pequeno Joe a atirar. O carisma e o charme do pistoleiro vão encantando Marian Starrett (Jean Arthur) esposa de Joe que aos poucos vai manifestando pelo pistoleiro, um misto de paixão, admiração e curiosidade. O diretor George Stevens conduz com maestria essa troca de olhares - e até de sentimentos - porém, sempre preservando o sentimento de honestidade e lealdade de Shane para aquela pequena família que o acolheu, mas principalmente para seu amigo, Joe Starrett. O filme jorra lirismo por todos os poros.

Todo esse céu de brigadeiro, no entanto, começa a mudar quando a família Starrett recebe a visita de Rufus Ryker (Emile Meyer) e seu bando. Rufus, que é o Barão do gado da região, tenta convencer Joe a vender suas terras e ir embora. Porém, quando percebe que Joe tornara-se amigo de um pistoleiro (Shane), ele e seu bando vão embora. A partir daí o conflito entre o Barão do gado, Rufus Ryker, e os colonos, explode. O Barão, para garantir o seu monopólio do gado e sentindo-se ameaçado por Shane, manda buscar na cidade de Cheyenne o pistoleiro frio e sanguinário, Jack Wilson (Jack Palance). Shane então, resolve despir-se de suas vestes de homem bom e de família e começa a mostrar a sua cara. Os acontecimentos e escaramuças da bandidagem, o colocará frente a frente com o seu velho conhecido e implacável Jack Wilson num duelo inesquecível. O final é emocionante e mostra toda a categoria de um diretor que, alguns anos depois, dirigiria três mitos: James Dean, Liz Taylor e Rock Hudson, no clássico, "Assim Caminha a Humanidade". E, com relação a Shane...meu pai tinha toda a razão.

Os Brutos Também Amam (Shane, EUA, 1953) Direção: George Stevens / Roteiro: A.B. Guthrie Jr, Jack Sher baseado na obra de Jack Schaefer / Elenco: Alan Ladd, Jean Arthur, Jack Palance, Van Heflin, Ben Johnson, Elisha Cook Jr., Brandon de Wilde / Sinopse: Shane (Allan Ladd) é um cowboy errante e solitário que chega num pequeno rancho e conquista a amizade dos moradores locais, incluindo uma bela jovem e um garoto.

Telmo Vilela Jr.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Abutres Humanos

Abutres Humanos
Western estrelado por Alan Ladd, ator que foi muito popular em sua época, inclusive no Brasil. A história contada pelo filme é bem interessante. Durante a expansão das estradas de ferro rumo ao oeste americano, sabotagens e crimes envolvendo roubos de cargas das ferrovias eram comuns. Para solucionar esse tipo de problema as grandes empresas contratavam seguranças e homens treinados para lidar com esse tipo de situação. Whispering Smith (Alan Ladd) é um desses "especialistas". Rápido no gatilho e com faro para mistérios, ele chega no distante Colorado para desvendar uma série de ataques contra a ferrovia. A investigação aponta para Murray Sinclair (Robert Preston), o que para Smith não é um bom sinal, pois ele tem sentimentos pela esposa de sujeito, a bela Marian Sinclair (Brenda Marshall).

Alan Ladd começou a virar um astro do western justamente nesse movimentado "Whispering Smith". Embora tenha sido realizado no final dos anos 1940 a Paramount farejando sucesso de bilheteria resolveu bancar a produção em cores - algo que era bem caro e dispendiosa na época.  Alan Ladd se mostra bem carismático em seu papel, principalmente quando vestido todo de negro, em um cavalo puro sangue, dispara em perseguição contra os bandidos no meio do deserto.

Esse filme é uma ótima diversão nostálgica para quem aprecia bang-bang. Os vilões são todos seres indigestos, corruptos, ladrões e assassinos que roubam os trens usando máscaras cobrindo seus rostos. Há ótimas cenas de perseguição aos trens,  descarrilamentos de vagões e roubos de gado, que geralmente eram transportados nessas antigas máquinas a vapor. Quando em seu lançamento a Paramount não mediu esforços e divulgou bastante o filme, o tornando um sucesso popular. O próprio estúdio nem se fez de rogado e promoveu o faroeste justamente assim, como um "entretenimento popular para o homem comum em busca de diversão". Bom, não podemos mesmo discordar dos publicitários do estúdio pois essa frase resume bem esse "Abutres Humanos", em caso raro de bom título nacional.

Abutres Humanos (Whispering Smith, Estados Unidos, 1948) Estúdio: Paramount Pictures / Direção: Leslie Fenton / Roteiro: Frank Butler, Karl Kamb / Elenco: Alan Ladd, Robert Preston, Brenda Marshall / Sinopse: Whispering Smith (Alan Ladd) é o funcionário de um companhia ferroviária que precisa lidar com criminosos e bandidos de toda espécie. Filme indicado ao Writers Guild of America.  

Pablo Aluísio.


Filmografia Western - Alan Ladd


Filmografia Western - Alan Ladd
Abutres Humanos
Os Brutos Também Amam
Pacto de Honra
Rajadas de Ódio
Encontro com o Diabo
O Rebelde Orgulhoso
Homens das Terras Bravas
Gigantes em Luta
A Senda do Ódio

Pesquisa: Pablo Aluísio.