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terça-feira, 9 de junho de 2026

Alan Ladd - Shane (1953)

Alan Ladd - Shane (1953)
O filme Os Brutos Também Amam (Shane) foi lançado em 23 de abril de 1953, dirigido por George Stevens e estrelado por Alan Ladd, Jean Arthur, Van Heflin, Brandon De Wilde, Jack Palance e Ben Johnson. Baseado no romance de Jack Schaefer, o filme conta a história de Shane, um misterioso pistoleiro que chega a uma pequena comunidade de fazendeiros no Wyoming. Procurando deixar para trás seu passado violento, ele encontra trabalho na fazenda da família Starrett e rapidamente conquista a admiração do jovem Joey Starrett. No entanto, a paz da região está ameaçada por um poderoso criador de gado que tenta expulsar os pequenos proprietários de suas terras. À medida que a tensão aumenta, Shane percebe que talvez seja impossível escapar completamente da violência que marcou sua vida. O filme combina ação, drama e reflexão moral, explorando temas como heroísmo, sacrifício e o fim do Velho Oeste. A relação entre Shane e o garoto Joey tornou-se uma das mais emocionantes do gênero. Assim, Os Brutos Também Amam transformou-se em um dos westerns mais influentes da história do cinema.

Quando foi lançado, Os Brutos Também Amam recebeu uma recepção crítica extraordinariamente positiva. O The New York Times descreveu o filme como “um western de rara beleza e profunda emoção humana”. Já o Los Angeles Times destacou que George Stevens havia elevado o gênero a um novo patamar artístico. A revista Variety elogiou a produção como “uma obra de primeira classe, combinando espetáculo visual e intensidade dramática”. Muitos críticos ficaram impressionados com a fotografia das montanhas de Wyoming, a qualidade do roteiro e a abordagem mais séria dos conflitos morais. A atuação de Alan Ladd recebeu elogios por sua contenção e elegância, enquanto o jovem Brandon De Wilde foi amplamente celebrado por sua interpretação comovente. O filme foi visto como muito mais do que um simples western de ação. A crítica reconheceu sua profundidade emocional e sua sofisticação temática. Dessa forma, o longa conquistou aclamação quase unânime.

A consagração crítica tornou-se ainda mais evidente durante a temporada de premiações. Os Brutos Também Amam recebeu seis indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor para George Stevens e Melhor Ator Coadjuvante para Brandon De Wilde e Jack Palance. O filme venceu o Oscar de Melhor Fotografia em Cores, graças ao magnífico trabalho de Loyal Griggs. Muitos críticos consideraram que a obra deveria ter conquistado ainda mais estatuetas. Publicações como The New Yorker destacaram a capacidade do filme de combinar o mito do pistoleiro solitário com uma sensibilidade humana incomum para o gênero. A figura de Shane passou a ser vista como um dos arquétipos definitivos do herói do western. Ao longo das décadas, a reputação crítica do filme apenas cresceu. Hoje ele é frequentemente incluído em listas dos maiores westerns já produzidos. Sua influência sobre gerações de cineastas é imensa.

Do ponto de vista comercial, Os Brutos Também Amam foi um grande sucesso de bilheteria. Produzido pela Paramount Pictures, o filme arrecadou valores expressivos para a época e tornou-se uma das produções mais lucrativas de 1953. O público respondeu com entusiasmo à combinação de ação emocionante, personagens memoráveis e paisagens espetaculares. Alan Ladd encontrava-se no auge de sua popularidade e atraiu multidões aos cinemas. O filme também teve excelente desempenho internacional, contribuindo para ampliar o prestígio do western americano em diversos países. Relançamentos posteriores e exibições televisivas ajudaram a manter sua popularidade durante décadas. O público desenvolveu um carinho especial pelo personagem Shane e pelo emocionante desfecho da história. Assim, seu impacto comercial foi tão significativo quanto seu sucesso crítico. O filme consolidou-se como um dos grandes êxitos do gênero.

Atualmente, Os Brutos Também Amam é amplamente considerado uma obra-prima do western clássico. Muitos historiadores do cinema o apontam como um dos filmes que ajudaram a transformar o western em um gênero respeitado artisticamente. A atuação de Alan Ladd permanece como a mais célebre de sua carreira, e a imagem do pistoleiro solitário cavalgando em direção ao horizonte tornou-se um dos símbolos mais duradouros do cinema americano. O filme continua sendo estudado por sua construção visual, seus temas de redenção e sua reflexão sobre a violência. A famosa frase final de Joey — "Shane! Shane! Volte!" — permanece entre os momentos mais emocionantes da história do cinema. Críticos modernos continuam elogiando a direção de George Stevens e a profundidade emocional da narrativa. Dessa forma, sua reputação permanece extraordinária. Os Brutos Também Amam continua sendo uma referência fundamental para todo o gênero western.

Os Brutos Também Amam (Shane, Estados Unidos, 1953) Direção: George Stevens / Roteiro: A. B. Guthrie Jr., baseado no romance Shane, de Jack Schaefer / Elenco: Alan Ladd, Jean Arthur, Van Heflin, Brandon De Wilde, Jack Palance e Ben Johnson / Sinopse: Um misterioso pistoleiro tenta abandonar seu passado violento ao ajudar uma família de fazendeiros ameaçada por poderosos criadores de gado, tornando-se um herói relutante em uma comunidade do Oeste americano.

Erick Steve. 

Alan Ladd - Whispering Smith (1948)

Alan Ladd - Whispering Smith (1948)
O filme Whispering Smith (Abrutes Humanos, no Brasil) foi lançado em 1º de julho de 1948, dirigido por Leslie Fenton e estrelado por Alan Ladd, Robert Preston, Brenda Marshall, Donald Crisp, William Demarest e Frank Faylen. Baseado no romance de Frank H. Spearman, o filme se passa durante a expansão das ferrovias no oeste americano. A história acompanha Luke "Whispering" Smith (Alan Ladd), um agente especial das estradas de ferro encarregado de combater criminosos, ladrões de carga e sabotadores que ameaçam a segurança das linhas férreas. Smith é conhecido por sua coragem, honestidade e habilidade em lidar com situações perigosas. Entretanto, sua missão torna-se particularmente difícil quando seu melhor amigo, Murray Sinclair, passa para o lado da criminalidade. Dividido entre a amizade e o dever, Smith precisa decidir até onde está disposto a ir para fazer cumprir a lei. O filme combina elementos clássicos do western com o universo das ferrovias, muito popular no cinema da época. Assim, Whispering Smith apresenta uma história de amizade, lealdade e justiça em meio à conquista do Oeste.

Quando foi lançado, Whispering Smith recebeu uma recepção crítica muito positiva. O The New York Times elogiou o filme como “um western vigoroso e inteligente, com excelentes interpretações e forte senso dramático”. Já o Los Angeles Times destacou a atuação de Alan Ladd, observando que o ator entregava “uma de suas performances mais maduras e convincentes”. A revista Variety descreveu o longa como “uma produção de primeira linha, com ação constante e valores de produção impressionantes”. Muitos críticos elogiaram a forma como o filme conseguia equilibrar cenas de ação espetaculares com conflitos emocionais genuínos. A amizade entre os personagens de Ladd e Robert Preston foi considerada um dos pontos mais fortes da narrativa. A fotografia em Technicolor também recebeu elogios por valorizar as paisagens do oeste americano. Dessa forma, a crítica reconheceu o filme como um dos westerns mais bem realizados de sua época.

A recepção crítica continuou favorável ao longo das décadas. Muitos estudiosos do gênero passaram a considerar Whispering Smith um dos filmes mais importantes da carreira de Alan Ladd. Publicações especializadas frequentemente destacam o longa como um exemplo da evolução do western após a Segunda Guerra Mundial, quando os personagens começaram a apresentar maior complexidade psicológica. Críticos posteriores elogiaram especialmente o conflito moral vivido pelo protagonista, algo relativamente sofisticado para o gênero naquele período. A direção de Leslie Fenton também foi reavaliada positivamente por sua eficiência narrativa. Embora o filme não tenha recebido indicações importantes ao Oscar, conquistou respeito duradouro entre historiadores do cinema. A combinação de western tradicional com drama humano ajudou a diferenciá-lo de muitas produções contemporâneas. Assim, sua reputação crítica cresceu ao longo do tempo. Hoje é frequentemente citado entre os melhores westerns estrelados por Alan Ladd.

Do ponto de vista comercial, Whispering Smith foi um sucesso expressivo para a Paramount Pictures. Alan Ladd era uma das maiores estrelas de Hollywood no final dos anos 1940, e sua presença garantiu forte interesse do público. O filme teve excelente desempenho nas bilheterias americanas e ajudou a consolidar a popularidade dos westerns ambientados em torno das ferrovias. Os espectadores responderam positivamente tanto às cenas de ação quanto ao drama envolvendo os personagens principais. A produção também foi beneficiada pelo uso do Technicolor, que ainda representava um atrativo especial para o público da época. Posteriormente, exibições televisivas contribuíram para ampliar ainda mais sua audiência. O filme permaneceu popular entre fãs do gênero durante décadas. Assim, seu desempenho comercial foi considerado um sucesso importante. O longa reforçou a posição de Alan Ladd como um dos grandes astros do western.

Atualmente, Whispering Smith é considerado um dos westerns clássicos mais respeitados do final da década de 1940. Embora não possua a fama de obras como High Noon ou The Searchers, é frequentemente lembrado por sua qualidade narrativa e pela excelente atuação de Alan Ladd. Críticos modernos destacam o equilíbrio entre ação, drama e desenvolvimento de personagens. A relação entre Smith e Murray continua sendo vista como um dos aspectos mais interessantes da história. O filme também é valorizado por retratar o papel das ferrovias na expansão do Oeste americano. Sua fotografia colorida permanece impressionante para os padrões da época. Novas gerações de fãs de western continuam descobrindo a obra através de restaurações e lançamentos em mídia doméstica. Dessa forma, sua reputação permanece sólida. Whispering Smith continua sendo uma referência importante dentro da filmografia de Alan Ladd e do western clássico americano.

Abutres Humanos (Whispering Smith, Estados Unidos, 1948) Direção: Leslie Fenton / Roteiro: Frank Butler e Karl Tunberg, baseado no romance Whispering Smith, de Frank H. Spearman / Elenco: Alan Ladd, Robert Preston, Brenda Marshall, Donald Crisp, William Demarest e Frank Faylen /
Sinopse: Um agente especial das ferrovias combate criminosos no Oeste americano, mas enfrenta seu maior desafio quando seu melhor amigo passa a integrar o lado da ilegalidade, colocando amizade e dever em rota de colisão.

Erick Steve. 

terça-feira, 2 de junho de 2026

Alan Ladd e o Western

Alan Ladd e o Western
Ao longo de sua carreira em Hollywood, Alan Ladd tornou-se um dos rostos mais marcantes do cinema de faroeste. Embora tenha alcançado fama inicial em filmes policiais e dramas de suspense durante os anos 1940, foi no western que encontrou alguns de seus papéis mais memoráveis e duradouros. Com sua aparência discreta, voz suave e estilo contido de interpretação, Ladd construiu personagens que se diferenciavam dos heróis expansivos e falantes comuns do gênero. Seus protagonistas costumavam ser homens solitários, marcados por conflitos internos e guiados por um forte senso de honra. Essa combinação ajudou a consolidá-lo como uma das grandes estrelas do western clássico americano.

O filme que melhor simboliza sua contribuição ao gênero é Shane, considerado por muitos críticos um dos maiores faroestes já produzidos. Na obra, Alan Ladd interpreta Shane, um misterioso pistoleiro que chega a uma comunidade de fazendeiros ameaçada por poderosos criadores de gado. O personagem procura abandonar seu passado violento, mas acaba sendo forçado a empunhar novamente as armas para defender os inocentes. A atuação de Ladd, marcada pela serenidade e pelo olhar melancólico, tornou-se referência para gerações de atores. O sucesso do filme foi enorme e sua influência pode ser percebida em inúmeros westerns posteriores, além de obras modernas inspiradas na figura do herói errante.

Antes de “Shane”, Alan Ladd já havia conquistado espaço no gênero com produções como Whispering Smith, no qual interpretou um agente ferroviário encarregado de combater o crime no Velho Oeste. O filme destacou-se por apresentar um herói mais humano e vulnerável do que os tradicionais cowboys invencíveis da época. Outro trabalho importante foi Branded, onde viveu um aventureiro envolvido em uma trama de identidade falsa e disputas por herança. Esses filmes ajudaram a definir a imagem de Ladd como um protagonista sério e determinado, capaz de transmitir emoções profundas sem recorrer a exageros.

Durante a década de 1950, o ator continuou participando de produções de destaque, como Saskatchewan, ambientado na fronteira canadense, e Drum Beat, dirigido por Delmer Daves. Nessas obras, Ladd mostrou versatilidade ao interpretar personagens envolvidos em conflitos entre colonos, militares e povos indígenas. Embora muitos westerns da época seguissem fórmulas tradicionais, seus filmes frequentemente procuravam apresentar dilemas morais mais complexos e personagens menos simplistas. Isso contribuiu para que sua filmografia fosse respeitada tanto pelo público quanto pelos estudiosos do gênero.

A importância de Alan Ladd para o western permanece evidente até os dias atuais. Seu estilo econômico de atuação influenciou inúmeros intérpretes e ajudou a moldar o arquétipo do pistoleiro silencioso que se tornaria tão popular nas décadas seguintes. Filmes como “Shane” continuam sendo exibidos, estudados e admirados por amantes do cinema em todo o mundo. Ao lado de nomes como John Wayne, Gary Cooper e James Stewart, Alan Ladd ocupa um lugar de destaque na história do faroeste americano, sendo lembrado como um dos artistas que melhor representaram os valores de coragem, justiça e integridade que marcaram a era de ouro do western hollywoodiano.

Erick Steve. 

Alan Ladd - Saskatchewan (1954)

Alan Ladd - Saskatchewan (1954)
O filme Saskatchewan foi lançado em 30 de julho de 1954, dirigido por Raoul Walsh e estrelado por Alan Ladd, Shelley Winters, J. Carrol Naish, Hugh O'Brian, Robert Douglas e Richard Long. Ambientado nas vastas planícies canadenses da década de 1870, o filme acompanha Tom O'Rourke, um batedor e ex-guia do Exército que procura evitar um conflito sangrento entre colonos brancos, a Polícia Montada do Canadá e tribos indígenas. Em meio a crescentes tensões na região de Saskatchewan, O'Rourke tenta mediar os interesses de diferentes grupos, enfrentando preconceitos, ambições políticas e ameaças de guerra. A trama é inspirada livremente nos acontecimentos que cercaram a Rebelião do Noroeste, embora tome diversas liberdades históricas. O filme combina aventura, ação e drama de fronteira. A paisagem canadense desempenha papel importante na narrativa, oferecendo um cenário grandioso para a história. Alan Ladd interpreta um herói típico dos faroestes da época: corajoso, diplomático e determinado. Assim, Saskatchewan apresenta um western diferenciado por seu cenário canadense e sua abordagem dos conflitos entre culturas.

Quando foi lançado, Saskatchewan recebeu uma recepção crítica moderadamente positiva. O The New York Times destacou a beleza visual da produção e observou que o filme oferecia “aventura sólida em um cenário pouco explorado pelos westerns americanos”. Já o Los Angeles Times elogiou a direção de Raoul Walsh, ressaltando sua habilidade em conduzir cenas de ação e paisagens épicas. A revista Variety comentou que o filme era “um western vigoroso e bem produzido, beneficiado pela presença confiável de Alan Ladd”. Muitos críticos elogiaram as filmagens em locações naturais e a fotografia em Technicolor. No entanto, alguns apontaram que a história seguia fórmulas tradicionais do gênero e não aprofundava suficientemente seus temas históricos. A atuação de Alan Ladd foi considerada eficiente e consistente com sua imagem de astro do western. A crítica geral viu o filme como entretenimento de qualidade, ainda que não revolucionário. Dessa forma, a recepção inicial foi favorável, sem atingir níveis de aclamação.

Nos anos seguintes, Saskatchewan passou a ser visto como uma produção representativa da fase madura dos westerns da década de 1950. Embora não tenha recebido indicações importantes ao Oscar ou ao Globo de Ouro, o filme conquistou respeito entre admiradores do gênero. Críticos posteriores destacaram a tentativa de apresentar os povos indígenas de maneira relativamente mais equilibrada do que muitos westerns produzidos anteriormente. Publicações especializadas em cinema clássico frequentemente mencionam o longa como um dos trabalhos sólidos de Raoul Walsh durante esse período. A direção dinâmica, a fotografia colorida e as cenas de batalha continuam sendo aspectos elogiados. Alguns estudiosos observam que o filme reflete as mudanças graduais que o gênero western começava a experimentar em relação à representação histórica. Assim, embora não seja considerado uma obra-prima, Saskatchewan conquistou uma reputação respeitável entre os fãs do cinema de fronteira. Sua avaliação crítica tornou-se ligeiramente mais positiva com o passar do tempo.

Do ponto de vista comercial, Saskatchewan teve um desempenho satisfatório nas bilheterias. Produzido pela Universal Pictures, o filme beneficiou-se da popularidade de Alan Ladd, que era uma das maiores estrelas do gênero western na época. O público respondeu bem à combinação de ação, romance e aventura histórica. As belas locações e o uso do Technicolor ajudaram a atrair espectadores. Embora não tenha figurado entre os maiores sucessos do ano, o longa gerou receita suficiente para ser considerado um resultado positivo para o estúdio. O filme também encontrou audiência em mercados internacionais, especialmente em países onde os westerns americanos eram extremamente populares. Posteriormente, exibições televisivas contribuíram para ampliar seu alcance. Assim, o desempenho comercial confirmou o apelo duradouro de Alan Ladd junto ao público. O filme consolidou-se como uma produção bem-sucedida dentro de seu segmento.

Atualmente, Saskatchewan é lembrado como um western clássico competente e visualmente atraente. Embora não possua a mesma fama de obras maiores do gênero, continua sendo apreciado por colecionadores, historiadores do cinema e admiradores de Alan Ladd. A direção segura de Raoul Walsh e a fotografia colorida permanecem entre os aspectos mais valorizados. O filme também desperta interesse por apresentar um raro western ambientado no Canadá, fugindo do cenário tradicional do Velho Oeste americano. Críticos modernos reconhecem suas limitações narrativas, mas elogiam seu ritmo eficiente e sua produção caprichada. A atuação de Alan Ladd continua sendo vista como um exemplo típico de seu estilo elegante e carismático. Dessa forma, o longa preserva uma reputação sólida entre os clássicos do gênero. Saskatchewan permanece uma obra interessante para quem aprecia os grandes westerns dos anos 1950.

Pacto de Honra (Saskatchewan, Estados Unidos, 1954) Direção: Raoul Walsh / Roteiro: Gil Doud e Frank Davis, baseado em história de Gil Doud / Elenco: Alan Ladd, Shelley Winters, J. Carrol Naish, Hugh O'Brian, Robert Douglas e Richard Long / Sinopse: Um batedor tenta evitar uma guerra entre colonos, a Polícia Montada do Canadá e tribos indígenas nas fronteiras canadenses do século XIX, enfrentando intrigas políticas e conflitos culturais.

Erick Steve. 

Pacto de Honra

Título no Brasil: Pacto de Honra
Título Original: Saskatchewan
Ano de Produção: 1954
País: Estados Unidos
Estúdio: Universal Pictures
Direção: Raoul Walsh
Roteiro: Gil Doud
Elenco: Alan Ladd, Shelley Winters, J. Carrol Naish, Hugh O'Brian, Robert Douglas, George J. Lewis

Sinopse:
A história do filme se passa em 1877, na fronteira entre Canadá e Estados Unidos. Thomas O'Rourke (Alan Ladd), um oficial da fronteira, se revolta contra um superior sem qualificação para o cargo, por causa de rotas usadas por nativos hostis.

Comentários:
Um faroeste diferente dos anos 50, todo filmado nas belas reservas naturais de Alberta, Canadá. Na época a grande maioria dos filmes de western eram rodados no rancho da Universal em Los Angeles mesmo. Então foi uma produção bem mais cara e ambiciosa do que o habitual. Alan Ladd, como de costume, interpretou um protagonista injustiçado, nunca compreendido totalmente. Ele gostava de interpretar personagens assim, um tanto torturados, com problemas que não conseguia lidar completamente. O filme, como era de se esperar, tem uma linda fotografia, com as belas montanhas e paisagens do inverno canadense ao fundo. Um colírio para os olhos dos cinéfilos. Não é tão movimentado em termos de ação, mas traz um interessante jogo psicológico entre o personagem de Ladd e seu superior. Um bom filme, hoje pouco lembrado.

Pablo Aluísio.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Rajadas de Ódio

Rajadas de Ódio
Muitas vezes a paz é simplesmente impossível. Isso é o que tenta mostrar o excelente western "Rajadas de Ódio". Na trama somos apresentados a Johnny MacKay (Alan Ladd) que é enviado pelo presidente Grant para uma região remota do Oeste com o objetivo de pacificar o local. Para isso ele deve usar de todos os meios diplomáticos possíveis, inclusive procurando pessoalmente o chefe rebelde conhecido como "Capitão Jack" (Charles Bronson). Os problemas começam logo na viagem aonde sua diligência é atacada e uma das passageiras, uma senhora inocente, é morta covardemente por um dos homens de Jack.

A partir daí as coisas parecem ir de mal a pior. Embora com toda a boa vontade do mundo Johnny enfrentará muitas dificuldades em alcançar a paz simplesmente porque esse não é o desejo do Capitão Jack e seu bando de Apaches selvagens. Quando uma das partes não aceita e nem quer a paz ela se torna simplesmente impossível. Uma das coisas mais corajosas de "Rajadas de Ódio" é o fato de seu roteiro ser extremamente bem intencionado, pacifista, muito ideológico, algo que realmente chama a atenção em um faroeste da década de 1950.

O elenco é liderado pelo sempre correto Alan Ladd. Seu personagem, um delegado de paz, vem bem a calhar aos tipos que Ladd geralmente interpretava em seus filmes. Ele sempre aparecia em cena como o bom Cowboy, de boa índole e coração de ouro mas que na necessidade também sabia usar de suas armas para impor novamente a ordem no local. Esse tipo de personagem faz parte da mitologia do velho oeste em vários filmes, livros e histórias e Alan Ladd encarnava com perfeição esse tipo de "cavalheiro de esporas".

O filme foi dirigido pelo competente Delmer Daves, um diretor que sempre gostei. Fino e elegante fez vários faroestes para os estúdios Warner, todos com muita competência. Pouco tempo depois da realização desse "Rajadas de Ódio" encontraria em Glenn Ford uma grande parceria em westerns de sucesso. Em conclusão indico esse bem intencionado faroeste para os apreciadores de bons roteiros, principalmente os que trazem em seu conteúdo uma mensagem subliminar positiva e edificante. Nesse aspecto a mensagem de "Rajadas de Ódio" tocará fundo nos pacifistas por convicção.


Rajadas de Ódio (Drum Beat, Estados Unidos, 1954) Direção: Delmer Daves / Roteiro: Delmer Daves / Elenco: Alan Ladd, Charles Bronson, Audrey Dalton, Marisa Pavan / Sinopse: Na trama somos apresentados a Johnny MacKay (Alan Ladd) que é enviado pelo presidente Grant para uma região remota do Oeste com o objetivo de pacificar o local. Para isso ele deve usar de todos os meios diplomáticos possíveis, inclusive procurando pessoalmente o chefe rebelde conhecido como "Capitão Jack" (Charles Bronson).

Pablo Aluísio.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Os Brutos Também Amam

Os Brutos Também Amam
Quando eu era garoto, ouvi certa vez meu pai dizer que o filme "Os Brutos Também Amam" (Shane - 1953) era um faroeste diferente. Aquela opinião ficou anos martelando em minha cabeça. E, quando alguns anos mais tarde, assisti ao famoso western, concordei com meu pai. O clássico, baseado no best-seller de Jack Schaefer, é um dos maiores e mais emocionantes faroestes já produzidos. E o sucesso não foi à toa. "Shane" é um faroeste realmente diferente e emocionante que foi pensado e carinhosamente engendrado em cima de valores morais raros para aquela época, como: amizade, lealdade e honra. O início do filme é de uma beleza rara, onde a natureza exuberante faz as honras da casa, desfilando, um a um, os astros do filme. O silencioso Shane (Alan Ladd) abre o clássico cavalgando, lentamente, sob as bençãos e a beleza indizível da cordilheira de Grand Tetons no Vale do Wyoming. O forasteiro, solitário e caladão, chega bem devagar ao pequeno rancho parnasiano da família Starrett, tendo como testemunha o pequeno par de olhos curiosos do pequeno Joey Starrett (Brandon De Wilde). Shane é calado e de poucas palavras - ele fala apenas o que interessa deixando sempre no ar um duvidoso passado do qual está claramente tentando esquecer. Apesar da enorme introspecção e doses cavalares de mistério, Shane só quer um pouco de água, comida e descanso, em troca de trabalho.

Aos poucos, o pistoleiro, semelhante a um diácono, vai conquistando a amizade e a confiança da família Starrett, mas principalmente do pequeno Joey que se encanta pelo forasteiro. Em pouco tempo, Shane já é quase um membro da família, ajudando o patriarca Joe Starrett (Van Heflin) nos trabalhos mais pesados, e também nas horas vagas, ajudando o pequeno Joe a atirar. O carisma e o charme do pistoleiro vão encantando Marian Starrett (Jean Arthur) esposa de Joe que aos poucos vai manifestando pelo pistoleiro, um misto de paixão, admiração e curiosidade. O diretor George Stevens conduz com maestria essa troca de olhares - e até de sentimentos - porém, sempre preservando o sentimento de honestidade e lealdade de Shane para aquela pequena família que o acolheu, mas principalmente para seu amigo, Joe Starrett. O filme jorra lirismo por todos os poros.

Todo esse céu de brigadeiro, no entanto, começa a mudar quando a família Starrett recebe a visita de Rufus Ryker (Emile Meyer) e seu bando. Rufus, que é o Barão do gado da região, tenta convencer Joe a vender suas terras e ir embora. Porém, quando percebe que Joe tornara-se amigo de um pistoleiro (Shane), ele e seu bando vão embora. A partir daí o conflito entre o Barão do gado, Rufus Ryker, e os colonos, explode. O Barão, para garantir o seu monopólio do gado e sentindo-se ameaçado por Shane, manda buscar na cidade de Cheyenne o pistoleiro frio e sanguinário, Jack Wilson (Jack Palance). Shane então, resolve despir-se de suas vestes de homem bom e de família e começa a mostrar a sua cara. Os acontecimentos e escaramuças da bandidagem, o colocará frente a frente com o seu velho conhecido e implacável Jack Wilson num duelo inesquecível. O final é emocionante e mostra toda a categoria de um diretor que, alguns anos depois, dirigiria três mitos: James Dean, Liz Taylor e Rock Hudson, no clássico, "Assim Caminha a Humanidade". E, com relação a Shane...meu pai tinha toda a razão.

Os Brutos Também Amam (Shane, EUA, 1953) Direção: George Stevens / Roteiro: A.B. Guthrie Jr, Jack Sher baseado na obra de Jack Schaefer / Elenco: Alan Ladd, Jean Arthur, Jack Palance, Van Heflin, Ben Johnson, Elisha Cook Jr., Brandon de Wilde / Sinopse: Shane (Allan Ladd) é um cowboy errante e solitário que chega num pequeno rancho e conquista a amizade dos moradores locais, incluindo uma bela jovem e um garoto.

Telmo Vilela Jr.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Abutres Humanos

Abutres Humanos
Western estrelado por Alan Ladd, ator que foi muito popular em sua época, inclusive no Brasil. A história contada pelo filme é bem interessante. Durante a expansão das estradas de ferro rumo ao oeste americano, sabotagens e crimes envolvendo roubos de cargas das ferrovias eram comuns. Para solucionar esse tipo de problema as grandes empresas contratavam seguranças e homens treinados para lidar com esse tipo de situação. Whispering Smith (Alan Ladd) é um desses "especialistas". Rápido no gatilho e com faro para mistérios, ele chega no distante Colorado para desvendar uma série de ataques contra a ferrovia. A investigação aponta para Murray Sinclair (Robert Preston), o que para Smith não é um bom sinal, pois ele tem sentimentos pela esposa de sujeito, a bela Marian Sinclair (Brenda Marshall).

Alan Ladd começou a virar um astro do western justamente nesse movimentado "Whispering Smith". Embora tenha sido realizado no final dos anos 1940 a Paramount farejando sucesso de bilheteria resolveu bancar a produção em cores - algo que era bem caro e dispendiosa na época.  Alan Ladd se mostra bem carismático em seu papel, principalmente quando vestido todo de negro, em um cavalo puro sangue, dispara em perseguição contra os bandidos no meio do deserto.

Esse filme é uma ótima diversão nostálgica para quem aprecia bang-bang. Os vilões são todos seres indigestos, corruptos, ladrões e assassinos que roubam os trens usando máscaras cobrindo seus rostos. Há ótimas cenas de perseguição aos trens,  descarrilamentos de vagões e roubos de gado, que geralmente eram transportados nessas antigas máquinas a vapor. Quando em seu lançamento a Paramount não mediu esforços e divulgou bastante o filme, o tornando um sucesso popular. O próprio estúdio nem se fez de rogado e promoveu o faroeste justamente assim, como um "entretenimento popular para o homem comum em busca de diversão". Bom, não podemos mesmo discordar dos publicitários do estúdio pois essa frase resume bem esse "Abutres Humanos", em caso raro de bom título nacional.

Abutres Humanos (Whispering Smith, Estados Unidos, 1948) Estúdio: Paramount Pictures / Direção: Leslie Fenton / Roteiro: Frank Butler, Karl Kamb / Elenco: Alan Ladd, Robert Preston, Brenda Marshall / Sinopse: Whispering Smith (Alan Ladd) é o funcionário de um companhia ferroviária que precisa lidar com criminosos e bandidos de toda espécie. Filme indicado ao Writers Guild of America.  

Pablo Aluísio.


Filmografia Western - Alan Ladd


Filmografia Western - Alan Ladd
Abutres Humanos
Os Brutos Também Amam
Pacto de Honra
Rajadas de Ódio
Encontro com o Diabo
O Rebelde Orgulhoso
Homens das Terras Bravas
Gigantes em Luta
A Senda do Ódio

Pesquisa: Pablo Aluísio.