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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Conquistadores do Oeste

Título no Brasil: Conquistadores do Oeste
Título Original: Western Union
Ano de Lançamento: 1941
País: Estados Unidos
Estúdio: 20th Century Fox
Direção: Fritz Lang
Roteiro: Lamar Trotti
Elenco: Robert Young, Randolph Scott, Dean Jagger, Virginia Gilmore, John Carradine, Slim Summerville

Sinopse:
Ambientado no Velho Oeste durante a expansão das comunicações nos Estados Unidos, o filme acompanha a construção da linha telegráfica da Western Union através de territórios perigosos. Entre ataques indígenas, conflitos internos e desafios naturais, trabalhadores e aventureiros arriscam suas vidas para conectar o país por meio da nova tecnologia. No centro da história está um homem tentando redimir seu passado criminoso enquanto luta por um futuro melhor e por um romance improvável.

Comentários:
Uma parceria improvável reunindo Randolph Scott e o diretor Fritz Lang. Esse cineasta se notabilizou por seu elegante cinema noir, ou seja, nada tendo a ver com filmes de faroeste. De qualquer maneira, naqueles tempos, os grandes estúdios não estavam muito interessados nisso. Um diretor contratado tinha que dirigir os filmes que eram determinados pelos grandes chefões. Então temos aqui Lang dirigindo um western bem americano! Para quem havia dirigido filmes como Metrópolis e M – O Vampiro de Düsseldorf, não poderia haver nada mais diferente para dirigir! O saldo porém foi muito positivo. O filme apresenta uma fotografia em Technicolor berrante, incomum para muitos faroestes do início dos anos 1940. Além disso mistura elementos de aventura histórica, romance e ação, além de abordar o progresso tecnológico na fronteira americana. Enfim, um filme diferente, dirigido por um diretor de outra escola de cinema. Felizmente tudo terminou bem! 

Pablo Aluísio. 

segunda-feira, 7 de abril de 2025

Jesse James

Um dos criminosos mais infames do velho oeste, a história do pistoleiro e ladrão Jesse James deu origem a diversos filmes ao longo da história. Um dos mais lembrados é esse clássico da década de 1930. Não há como negar que o roteiro desse filme seja bem romanceado, mas mesmo assim tenta manter um pé na realidade dos fatos históricos. O filme inclusive contou com consultores históricos para recriar a biografia do famoso criminoso de forma mais fiel aos acontecimentos reais. No começo da história ainda há uma tentativa de justificar a entrada de Jesse James no mundo do crime, mas depois, de forma acertada, o texto demonstra a mudança em sua personalidade quando ele se torna realmente um criminoso por vontade própria, ciente de seus atos. Embora haja traços do Jesse James da literatura de entretenimento, dos famosos livros de bolso que ajudaram a popularizar seu nome, o roteiro procura sempre seguir os fatos reais quando possível. A cena final de seu assassinato, embora com erros históricos, é bem realizada.

Um dos melhores motivos para se assistir “Jesse James” é o seu elenco. Tyrone Power está bem como o personagem principal, embora haja limitações em sua caracterização pois ele está de certa forma muito polido em cena (o verdadeiro Jesse James era mais turrão e rude). Melhor se sai Henry Fonda, com trejeitos rústicos do interior, sempre cuspindo fumo e com olhar de caipirão desconfiado. Sua atuação demonstra uma preocupação maior em construir um personagem mais próximo da realidade. Seu Frank James não aparece muito, mas quando surge chama bem a atenção. A atriz Nancy Kelly que faz a esposa de James surpreende em ótimas cenas. São dela inclusive os momentos mais dramáticos como àquele em que resolve ir embora com o filho recém nascido. Por fim, completando o núcleo do elenco principal temos Randolph Scott. Em papel coadjuvante o ator está excepcionalmente bem na pele de um sujeito que caça Jesse James no começo do filme, mas que depois compreende a situação do criminoso e acaba mudando de atitude, ajudando inclusive sua família.

Embota não tenha sido creditado o filme foi produzido pessoalmente pelo chefão da Fox, Darryl F. Zanuck. Isso significa que “Jesse James” contou com o melhor que estava disponível na época no estúdio. De fato a produção é de muito bom gosto, com boa reconstituição de época (inclusive no que diz respeito a pequenos detalhes como figurino). Há ótimas cenas de roubos de trens, bancos e perseguições. Uma sequência que inclusive chama a atenção até hoje é aquela em que Jesse e Frank James pulam com seus cavalos do alto de um despenhadeiro em um rio abaixo. Pela altura e pela coragem dos dublês o resultado final realmente impressiona. A nota triste é que os animais foram sacrificados após soltarem daquela altura o que levou o filme a ser enquadrado em uma lista do American Human Associate por crueldade animal em filmes de Hollywood.

Já em termos de direção, não há mesmo o que reclamar. O diretor Henry King soube ser conciso em “Jesse James” e realizou um trabalho enxuto e eficiente. Evitou glamorizar a vida do criminoso. Como o filme teve um cronograma de filmagens muito austero, o cineasta Henry King contou com a ajuda de outro diretor da Fox, Irving Cummings, que acabou não sendo creditado. Henry King aqui trabalhou novamente ao lado de um de seus atores preferidos, Tyrone Power. Juntos tiveram grandes êxitos de bilheteria em filmes de capa e espada – sendo esse “Jesse James” mais uma bem sucedida parceria entre eles, embora em um estilo completamente diferente. O filme foi a quarta maior bilheteria do ano só ficando atrás apenas de fenômenos como “E o Vento Levou” e “O Mágico de Oz”.

Jesse James (Jesse James, Estados Unidos, 1939) Direção: Henry King / Roteiro: Nunnally Johnson, Gene Fowler, Curtis Kenyon, Hal Long / Elenco: Tyrone Power, Henry Fonda, Nancy Kelly, Randolph Scott, Donald Meek, John Carradine / Sinopse: Cinebiografia do famoso criminoso Jesse James (Tyrone Power) que ao lado de seu irmão Frank James (Henry Fonda) assaltava bancos, trens e diligências no velho oeste.

Pablo Aluísio.