Título Original: Devil's Doorway
Ano de Lançamento: 1950
País: Estados Unidos
Estúdio: Metro-Goldwyn-Mayer
Direção: Anthony Mann
Roteiro: Guy Trosper
Elenco: Robert Taylor, Louis Calhern, Paula Raymond, Edgar Buchanan, Marshall Thompson, James Mitchell
Sinopse:
Lance Poole é um índio Shoshone que retorna à sua terra natal como herói da Guerra Civil Americana, condecorado por bravura. No entanto, ao voltar para Wyoming, ele se depara com o preconceito e a discriminação dos colonos brancos, que não aceitam que ele possua terras férteis. Determinado a manter sua propriedade e seu modo de vida, Poole enfrenta uma série de injustiças legais e conflitos violentos. Com o apoio de uma jovem advogada, ele luta contra um sistema que tenta expulsá-lo de sua própria terra, em uma narrativa marcada por tensão racial e tragédia.
Comentários:
No lançamento em 1950, Devil's Doorway foi bem recebido pela crítica, sendo elogiado por sua abordagem séria e incomum sobre o racismo contra os povos indígenas — um tema raramente tratado com profundidade nos faroestes da época. O jornal The New York Times destacou a direção de Anthony Mann e a intensidade dramática do filme, enquanto críticos posteriores ressaltaram sua importância dentro do gênero western. Embora não tenha sido um grande sucesso comercial na época, o filme ganhou reconhecimento ao longo dos anos e hoje é considerado um dos westerns mais progressistas de sua era. A atuação de Robert Taylor também é frequentemente lembrada como uma das mais marcantes de sua carreira. Atualmente, A Porta do Inferno (outro título pelo qual o filme também ficou conhecido) é visto como uma obra relevante por questionar mitos tradicionais do Velho Oeste e por abordar temas sociais com uma perspectiva mais crítica e humana.
Erick Steve.

Cine Western
ResponderExcluirPablo Aluísio.
Será que o Robert Taylor, por interpretar um indio, seria acusado de "red face" nos dias de hoje?
ResponderExcluirHoje certamente haveria problemas. Essa coisa do Blackface nasceu no teatro americano, ainda no século XIX e as caracterizações tinham mesmo elementos de racismo, tanto que o público branco ria dos atores brancos pintados de negros, fazendo gestos caricatos, humilhando os negros. Era a essência dessa coisa. Já em Hollywood, pelo menos nos filmes que assisti, mesmo quando atores brancos interpretavam nativos não havia esse tipo de sentimento. Não vejo como racismo nesse segundo caso.
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