Em Cartaz: A Um Passo da Morte
O western A Um Passo da Morte (The Indian Fighter) estreou nos cinemas em 21 de dezembro de 1955, dirigido por André De Toth e estrelado por Kirk Douglas, com Elsa Martinelli e Walter Matthau no elenco. Nesta produção de faroeste em Cinemascope e colorido, Douglas interpreta Johnny Hawks, um ex-combatente que, após a Guerra Civil, tenta mediar a paz entre brancos e a tribo Sioux liderada por Red Cloud, em meio a tensões provocadas por homens gananciosos e emboscadas traiçoeiras.
Embora não haja números oficiais de bilheteria amplamente publicados, A Um Passo da Morte teve desempenho comercial respeitável para um western médio de meados dos anos 1950, com boa circulação nos circuitos de cinema e popularidade prolongada nos mercados internacional e de vídeo doméstico. O nome de Kirk Douglas — já uma estrela consagrada — foi fator importante para atrair público, mesmo que a produção não alcançasse as cifras de épicos maiores da época.
A reação da crítica da época foi mista a positiva, com muitos jornalistas valorizando o retrato amplo do conflito entre colonizadores e povos indígenas, e outros apontando limitações narrativas comuns ao gênero. Alguns críticos elogiaram a decisão do filme de adotar um tom um pouco mais compreensivo em relação aos nativos, algo menos comum nos faroestes tradicionais, destacando que o protagonista “não é o típico herói unilateral, mas um homem dividido entre dever e compaixão”.
Outros comentários da imprensa de 1955 observaram a fotografia ampla e os cenários naturais, ressaltando que a filmagem em locações trazia “uma autenticidade visual ao oeste que poucos filmes do gênero naquela temporada apresentaram”. Embora alguns críticos considerassem o roteiro apenas “competente”, a performance de Kirk Douglas como homem duro, resiliente e emocionalmente complexo foi frequentemente citada como um dos pontos mais fortes da obra.
Com o passar das décadas, A Um Passo da Morte consolidou-se como um western clássico de estúdio representativo dos anos 1950, lembrado por sua abordagem relativamente humanista dentro do gênero e pela presença de Douglas no auge de sua popularidade. Hoje ele é visto por cinéfilos como um exemplo sólido de western de meio de década — não um épico monumental, mas uma produção que equilibra ação, conflito e temas morais em uma narrativa tradicional do Oeste americano.
Erick Steve.

Cine Western
ResponderExcluirPablo Aluísio.